F1: Honda reconhece falha de planejamento que prejudicou Aston Martin no México

A Honda assumiu a responsabilidade pelo abandono duplo da Aston Martin no GP do México de Fórmula 1, e reconheceu que subestimou as exigências do circuito Hermanos Rodríguez. O problema no sistema de refrigeração da unidade de potência comprometeu a participação de Fernando Alonso e Lance Stroll, que foram obrigados a abandonar a corrida.

O episódio expôs uma falha de preparação da fabricante japonesa para as condições específicas da etapa mexicana. Além das dificuldades enfrentadas durante a prova, Alonso já havia sido prejudicado por problemas na unidade de potência durante a sessão de classificação, que o limitaram à 17ª posição no grid de largada.

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Shintaro Orihara, gerente-geral de operações de pista e engenheiro-chefe da Honda, explicou que a equipe esperava enfrentar dificuldades por causa da altitude do circuito, situado a aproximadamente 2.250 metros acima do nível do mar. No entanto, a intensidade da exigência sobre o sistema de refrigeração do ERS foi maior do que a prevista.

“Sabíamos que, devido às condições especiais de grande altitude da Cidade do México, enfrentaríamos desafios adicionais em comparação com outros circuitos em relação à refrigeração”, afirmou Orihara.

O dirigente reconheceu que a fabricante não dimensionou corretamente o problema: “No entanto, descobrimos que nosso circuito de refrigeração do ERS estava sob uma pressão maior do que a esperada, e foi por isso que tivemos que parar o carro em diferentes sessões”, disse ele.

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F1: Honda reconhece falha de planejamento que prejudicou Aston Martin no México
Foto: Divulgação / Aston Martin / Honda

A Honda também identificou que a falha não apresentou sinais durante os trabalhos anteriores. Mesmo depois de completar várias voltas nos treinos livres, o problema voltou a aparecer na sessão de classificação e na corrida, impedindo a Aston Martin de completar a prova com qualquer um de seus pilotos.

Essa parceria entre as duas marcas já vinha enfrentando várias dificuldades em 2026. Problemas severos de vibração danificaram baterias e limitaram a quilometragem nos testes de pré-temporada, enquanto a unidade de potência também apresentou desvantagem de potência em linha reta diante das fabricantes concorrentes.

Orihara afirmou que a experiência no México será utilizada no desenvolvimento da unidade de potência redesenhada para 2027. A Honda pretende aproveitar os dados coletados durante a atual temporada para buscar soluções, incluindo questões relacionadas à resposta do turbo.

“Em cada corrida deste ano, precisamos aprender para 2027, mesmo com as lições difíceis. Temos muitos dados que podemos levar de volta a este circuito no próximo ano, incluindo sobre o atraso do turbo, e vamos trabalhar nas soluções”, completou.