F1: Verstappen vence GP do México e Antonelli conquista título mundial aos 20 anos

Holandês supera Hamilton em corrida movimentada, enquanto italiano da Mercedes termina em terceiro e se torna o campeão mais jovem da história; Bortoleto é 11º

Max Verstappen venceu o GP do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, disputado neste domingo (1º), no Autódromo Hermanos Rodríguez. O piloto da Red Bull conquistou a vitória depois de uma corrida marcada por disputas intensas, punições, estratégias diferentes e duas relargadas. Lewis Hamilton terminou em segundo, apenas 0s799 atrás do vencedor, enquanto Kimi Antonelli completou o pódio e conquistou matematicamente o título mundial de Pilotos.

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Aos 20 anos, Antonelli se tornou o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, superando o recorde estabelecido por Sebastian Vettel em 2010. O italiano da Mercedes chegou ao México com 123 pontos de vantagem sobre George Russell e precisava apenas de um resultado entre os nove primeiros para confirmar antecipadamente a conquista. Com a terceira posição, encerrou a disputa pelo campeonato em uma tarde histórica para sua carreira.

Charles Leclerc terminou em quarto com a Ferrari, seguido por Lando Norris, da McLaren, e George Russell, da Mercedes. Oscar Piastri ficou em sétimo, Franco Colapinto levou a Alpine ao oitavo lugar, Liam Lawson terminou em nono com a Racing Bulls e Pierre Gasly completou a zona de pontuação, em décimo.

Gabriel Bortoleto terminou o GP do México na 11ª posição, a apenas 0s558 de Gasly. O brasileiro da Audi largou em 13º, ganhou posições na primeira volta e chegou a aparecer entre os dez primeiros durante as movimentações estratégicas. Apesar da recuperação, ficou sem pontuar. Seu companheiro Nico Hülkenberg terminou em 16º.

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A corrida também teve os abandonos de Fernando Alonso e Lance Stroll, ambos da Aston Martin, além de Oliver Bearman, da Haas, e Arvid Lindblad, da Racing Bulls. Valtteri Bottas, da Cadillac, também aparece entre os pilotos que não completaram a prova.

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Corrida

A largada do GP do México foi marcada por uma intensa disputa entre os pilotos da Ferrari. Lewis Hamilton partiu da pole-position, mas Charles Leclerc atacou imediatamente o companheiro de equipe na longa aproximação para a primeira curva do Autódromo Hermanos Rodríguez.

Os dois ficaram lado a lado, e Leclerc acabou cortando caminho durante a disputa. Hamilton também saiu da trajetória ideal, permitindo que Max Verstappen aproveitasse a movimentação para superar o britânico e assumir a segunda posição.

O episódio provocou reclamações pelo rádio. Hamilton afirmou que havia sido colocado para fora da pista pelo próprio companheiro de equipe, enquanto a direção de prova passou a analisar a manobra de Leclerc.

George Russell também perdeu posições na largada. O britânico, que havia saído da primeira fila, caiu para o pelotão imediatamente atrás dos líderes.

Isack Hadjar teve um início ainda mais complicado. O francês chegou a ganhar posições nos primeiros metros, mas rodou e despencou para o fim da classificação.

Gabriel Bortoleto, por outro lado, conseguiu uma excelente largada. O brasileiro partiu da 13ª posição e avançou rapidamente para 11º, aproximando-se de Nico Hülkenberg, que ocupava o décimo lugar com a outra Audi.

A maioria dos pilotos iniciou a corrida com pneus macios, enquanto Verstappen, Hülkenberg, Franco Colapinto, Bortoleto e Liam Lawson escolheram os médios. A diferença de compostos abriu possibilidades estratégicas distintas para as 71 voltas.

Nas primeiras passagens, Bortoleto permaneceu próximo de Hülkenberg, mas encontrou dificuldades para superar o companheiro de equipe. O brasileiro acabou tendo seu ritmo limitado pelo tráfego, enquanto os adversários tentavam aproveitar as oportunidades de ultrapassagem.

A McLaren também enfrentou dificuldades no início. Lando Norris perdeu posições e chegou a aparecer em oitavo, atrás de Colapinto e Arvid Lindblad. Oscar Piastri também ficou preso no pelotão intermediário.

Norris começou sua recuperação na quarta volta, quando superou Colapinto. Posteriormente, ultrapassou Lindblad e assumiu a sexta posição.

Na frente, Leclerc passou a registrar voltas rápidas e abriu vantagem sobre Verstappen e Hamilton. O monegasco marcou 1:21.167s e depois melhorou sucessivamente, chegando a 1:20.783s na sexta volta.

A corrida sofreu sua primeira neutralização na sétima passagem.

A Aston Martin determinou o abandono de seus dois carros. Fernando Alonso já estava nos boxes, enquanto Lance Stroll parou em uma área de escape, provocando o acionamento do Safety Car Virtual.

A intervenção terminou na oitava volta, permitindo a retomada das disputas.

Piastri aproveitou a sequência para avançar. O australiano superou Colapinto e depois Lindblad, chegando à sétima posição.

Enquanto isso, a direção de prova continuava analisando os incidentes da largada.

Na 12ª volta, os comissários anunciaram uma punição de cinco segundos para Leclerc, por sair da pista e obter vantagem durante a disputa com Hamilton.

A decisão provocou reclamações dos adversários. Verstappen questionou a duração da penalidade, enquanto Hamilton afirmou que cinco segundos seriam insuficientes diante da vantagem conquistada pelo companheiro de equipe ao permanecer na liderança com pista livre.

O britânico defendia que Leclerc deveria ter devolvido a posição.

Apesar da punição, o monegasco continuou apresentando um ritmo forte. Na 14ª volta, tinha aproximadamente 3s5 de vantagem sobre Verstappen e mais de cinco segundos sobre Hamilton.

A Mercedes também recebeu uma notícia negativa.

George Russell foi punido com dez segundos por causar uma colisão com Hadjar na primeira volta. O contato havia tirado o francês da pista e comprometido sua corrida.

A penalidade complicou a situação do britânico, que precisava de um resultado expressivo para tentar adiar a definição do campeonato mundial.

A partir da 17ª volta, as disputas no pelotão intermediário ganharam intensidade.

Bortoleto passou a enfrentar pressão de Oliver Bearman e Pierre Gasly pela 11ª posição. Na 19ª passagem, o piloto da Haas conseguiu superar o brasileiro, que caiu para 12º.

Enquanto isso, Norris se aproximava de Russell. A McLaren orientou o britânico a pressionar o adversário, especialmente porque o piloto da Mercedes ainda precisava cumprir sua punição de dez segundos.

Na liderança, Leclerc continuava tentando ampliar sua vantagem sobre Verstappen.

Na 22ª volta, o monegasco conseguiu abrir cinco segundos sobre o holandês, diferença importante para compensar a penalidade que seria cumprida durante sua parada nos boxes.

Hamilton continuava insatisfeito com a interpretação dos comissários e voltou a reclamar pelo rádio, mencionando o que havia sido discutido no briefing dos pilotos antes da corrida.

A primeira rodada de paradas dos líderes começou na 28ª volta.

Leclerc e Verstappen entraram nos boxes praticamente juntos, mas o piloto da Ferrari precisou cumprir os cinco segundos de punição antes da troca de pneus.

A penalidade permitiu que Verstappen retornasse à pista à frente do monegasco, invertendo a ordem entre os dois.

O holandês passou a utilizar pneus macios, enquanto Leclerc colocou os médios, invertendo as escolhas feitas na largada.

Hamilton assumiu temporariamente a liderança, mas realizou sua parada na volta seguinte.

Com isso, Antonelli passou a ocupar a primeira posição provisória, enquanto Russell e Norris também permaneciam na pista sem terem realizado suas primeiras trocas.

Hamilton retornou aproximadamente 3s1 atrás de Leclerc e começou a apresentar um ritmo bastante competitivo.

O heptacampeão registrou 1:20.550s na 31ª volta, melhorou para 1:20.442s na 33ª e estabeleceu 1:20.364s na passagem seguinte.

Verstappen também demonstrou velocidade com os pneus macios, registrando 1:20.577s e posteriormente 1:20.499s.

Na 32ª volta, Hülkenberg realizou sua parada nos boxes, permitindo que Bortoleto avançasse temporariamente para 11º.

O brasileiro continuava na pista com os pneus médios utilizados desde a largada, prolongando seu primeiro stint em relação a vários adversários.

Russell foi chamado aos boxes na 34ª volta. O britânico cumpriu sua punição de dez segundos e retornou em oitavo, perdendo posições importantes.

Na 35ª passagem, Colapinto também realizou sua parada, permitindo que Bortoleto avançasse para a décima posição.

O brasileiro chegou a aparecer em nono durante a sequência de trocas dos adversários, mas ainda precisava realizar sua própria parada.

A Audi chamou Bortoleto na 39ª volta.

O brasileiro retornou à pista em 15º, iniciando a segunda parte de sua corrida com o objetivo de recuperar posições e tentar alcançar novamente a zona de pontuação.

Na 40ª volta, Norris realizou outra passagem pelos boxes. A operação foi lenta e quase comprometeu sua posição em relação a Russell, apesar de o piloto da Mercedes já ter cumprido uma penalidade de dez segundos.

A corrida entrou em uma nova fase de disputas após outra neutralização, que levou os pilotos a se alinharem novamente no grid para uma largada na 47ª volta.

Com 25 voltas restantes, a expectativa era de uma disputa intensa na aproximação para a primeira curva.

Hamilton aproveitou muito bem a nova largada.

O britânico superou Leclerc e assumiu a segunda posição, passando imediatamente a pressionar Verstappen pela liderança.

Os dois chegaram a ficar lado a lado e tiveram um leve contato, mas conseguiram manter seus carros na pista. A direção de prova analisou o episódio e decidiu que não seria necessária uma investigação adicional.

Antonelli também aproveitou a relargada.

O italiano atacou Leclerc e completou a ultrapassagem na 48ª volta, assumindo a terceira posição.

Mesmo próximo de conquistar matematicamente o campeonato, o piloto da Mercedes demonstrou agressividade e buscou melhorar seu resultado.

Leclerc caiu para quarto e passou a enfrentar pressão de Norris.

O monegasco relatou vibrações excessivas no carro, enquanto o britânico da McLaren tentava encontrar espaço para realizar a ultrapassagem.

Norris chegou a colocar seu carro ao lado da Ferrari, mas precisou recolher para evitar um contato.

Hamilton também continuava pressionando Verstappen.

O britânico estabeleceu a melhor volta da corrida em 1:19.849s na 49ª passagem e melhorou para 1:19.268s na 51ª.

Verstappen e Antonelli também registraram voltas competitivas, demonstrando que a disputa pelas primeiras posições continuava intensa.

Na 49ª volta, Oliver Bearman abandonou a corrida.

O piloto da Haas havia perdido várias posições durante a relargada, enquanto Nico Hülkenberg passou a ser investigado por causar uma colisão na curva 4.

Na 51ª passagem, os comissários anunciaram uma punição de dez segundos para o alemão da Audi.

A direção de prova também analisou uma possível irregularidade de Verstappen no posicionamento para a largada, mas decidiu não aplicar punição.

Carlos Sainz teve um episódio semelhante analisado, igualmente sem consequências.

Bortoleto, por sua vez, conseguiu recuperar posições durante a relargada e voltou a aparecer em 12º.

O brasileiro passou a pressionar Liam Lawson, tentando se aproximar da zona de pontuação.

Na frente, Norris continuava atrás de Leclerc, mas não conseguia completar a ultrapassagem. A dificuldade permitiu que Russell se aproximasse, formando uma disputa entre três pilotos pela quarta posição.

A corrida sofreu outra neutralização na 59ª volta.

Arvid Lindblad se envolveu em um acidente com Oscar Piastri na curva 2. Os dois estavam lado a lado, com o australiano tentando avançar pelo lado externo, quando houve contato entre as rodas.

Lindblad acabou atingindo a barreira de proteção, provocando a entrada do Safety Car.

O piloto conseguiu sair do carro sem apresentar problemas aparentes, enquanto os fiscais trabalharam na retirada da Racing Bulls.

A McLaren informou posteriormente a Piastri que seu carro havia sofrido danos consideráveis.

O acidente também provocou mudanças na classificação.

Com Lindblad fora da disputa, Piastri avançou para sétimo, enquanto Colapinto, Gasly e Lawson ganharam posições.

Bortoleto apareceu em 11º, novamente a apenas uma colocação da zona de pontuação.

A corrida foi retomada na 62ª volta, com nove passagens restantes.

Verstappen não conseguiu realizar uma relargada particularmente forte, mas Hamilton também não encontrou velocidade suficiente para ameaçar a liderança.

O britânico permaneceu próximo da Red Bull, sem conseguir construir uma oportunidade concreta de ultrapassagem.

Antonelli seguia em terceiro, administrando a posição que confirmaria seu primeiro título mundial.

Atrás dele, Leclerc continuava defendendo o quarto lugar dos ataques de Norris e Russell.

Na 63ª volta, Gasly saiu da pista e perdeu posições, permitindo que Colapinto avançasse para oitavo e Lawson assumisse o nono lugar.

Bortoleto permaneceu em 11º, mas passou a enfrentar pressão de Hadjar, que se aproximava rapidamente.

O brasileiro conseguiu resistir e manter a posição, embora não tenha encontrado oportunidade para superar Gasly e entrar na zona de pontuação.

A direção de prova também abriu uma investigação sobre o acidente entre Piastri e Lindblad. Na 66ª volta, os comissários informaram que a análise seria concluída depois da corrida.

A possibilidade de uma punição preocupava a McLaren, já que Piastri ocupava a sétima posição.

Nas voltas finais, Norris continuou pressionando Leclerc.

Russell também permaneceu próximo, mas nenhum dos dois conseguiu superar a Ferrari.

Na liderança, Verstappen administrou a vantagem sobre Hamilton.

O britânico ainda tentou se aproximar, mas não conseguiu encontrar espaço para atacar o holandês.

Na última volta, Norris permaneceu praticamente colado em Leclerc, sem conseguir completar a ultrapassagem.

Verstappen entrou no setor do estádio pela última vez e recebeu a bandeira quadriculada, confirmando a vitória no GP do México.

Hamilton cruzou a linha de chegada apenas 0s799 atrás do vencedor, enquanto Antonelli completou o pódio, a 4s006.

O resultado confirmou matematicamente o título mundial do italiano.

Assim que Antonelli cruzou a linha de chegada, a Mercedes anunciou a conquista pelo rádio.

“É isso, Kimi! Você é campeão do mundo!”, comemorou a equipe. A resposta do piloto foi marcada pela emoção. “Muito obrigado! Conseguimos! Muito obrigado!”, respondeu Antonelli, aos prantos.

Nos boxes, Toto Wolff comemorou abraçando o pai do italiano, enquanto a Fórmula 1 apresentava imagens que relembravam os primeiros passos de sua carreira.

Nascido em Bolonha, Antonelli conquistou o campeonato mundial aos 20 anos, tornando-se o piloto mais jovem da história a alcançar o título.

A vitória de Verstappen, o segundo lugar de Hamilton e o terceiro de Antonelli encerraram uma corrida movimentada no México, mas o principal acontecimento do domingo foi a confirmação de uma nova geração no topo da Fórmula 1.

Para Bortoleto, a prova terminou com a 11ª posição, a apenas 0s558 de Gasly. O brasileiro conseguiu superar as dificuldades enfrentadas durante o fim de semana, mas ficou sem pontos em uma corrida na qual chegou a ocupar posições entre os dez primeiros.

Confira o resultado do GP do México 2026:
1) Max Verstappen (Red Bull Racing), 71 voltas
2) Lewis Hamilton (Ferrari), +0.799
3) Kimi Antonelli (Mercedes), +4.006
4) Charles Leclerc (Ferrari), +10.707
5) Lando Norris (McLaren), +11.778
6) George Russell (Mercedes), +12.263
7) Oscar Piastri (McLaren), +19.475
8) Franco Colapinto (Alpine), +20.204
9) Liam Lawson (Racing Bulls), +20.899
10) Pierre Gasly (Alpine), +21.483
11) Gabriel Bortoleto (Audi), +22.041
12) Isack Hadjar (Red Bull Racing), +22.503
13) Ryo HIRAKAWA, +25.373
14) Alexander Albon (Williams), +27.562
15) Carlos Sainz (Williams), +28.638
16) Nico Hulkenberg (Audi), +29.977
17) Sergio Perez (Cadillac), +30.695
18) Arvid Lindblad (Racing Bulls)
19) Oliver Bearman (Haas F1 Team)
20) Valtteri Bottas (Cadillac)
21) Lance Stroll (Aston Martin)
22) Fernando Alonso (Aston Martin)