Ayao Komatsu, chefe da Haas, deixou em aberto a participação de Esteban Ocon no GP do Brasil de Fórmula 1, após a decisão de afastar o francês do GP do México. O dirigente assumiu integralmente a responsabilidade pela dispensa, que aconteceu depois de uma discussão entre o piloto e a equipe na sexta-feira, e afirmou que ainda não pode garantir seu retorno para a próxima etapa, em Interlagos.
Ocon foi retirado das atividades no México no sábado e substituído por Ryo Hirakawa. Apesar da mudança, Komatsu ressaltou que a decisão anunciada se limita à etapa mexicana, sem confirmar qualquer medida adicional para o restante da temporada.
“Por enquanto, a decisão tomada abrange apenas o fim de semana do México. Não posso fazer um comentário definitivo sobre o Brasil”, afirmou o chefe da Haas em entrevista ao Canal+.
O dirigente evitou revelar os motivos específicos que levaram ao afastamento, mas insistiu que a escolha não foi uma reação impulsiva. Segundo ele, a equipe considerou diferentes circunstâncias antes de concluir que a substituição de Ocon seria a medida mais adequada.

“Ao levar em conta todos os fatores, acredito que a decisão de retirá-lo do fim de semana foi a atitude mais correta para a nossa equipe. Definitivamente não foi uma decisão que tomei de forma leviana ou por acaso. Eu estava totalmente convencido de que essa era a única atitude que eu podia tomar”, declarou.
Komatsu também esclareceu como ocorreu o processo interno que resultou na dispensa. O proprietário da equipe, Gene Haas, foi consultado e ofereceu apoio ao dirigente, mas deixou a decisão sob sua responsabilidade.
“Sou grato a Gene Haas por todo o apoio que me deu e continua dando. Conversamos com ele durante o processo e ele deixou a decisão totalmente para mim. Portanto, assumo sozinho toda a responsabilidade por esta decisão”, explicou.
Outro ponto abordado pelo chefe da Haas foram as informações divulgadas sobre um possível confronto mais grave com Ocon. Komatsu negou as alegações de que teria ocorrido uma briga física ou uma discussão acalorada entre os dois, contrariando relatos publicados pela imprensa francesa.

“O que aconteceu definitivamente não foi resultado de uma situação momentânea, mas de uma avaliação abrangente. Como foi alegado na imprensa francesa, não houve uma briga física ou uma discussão acalorada entre nós”, afirmou.
Com a explicação, Komatsu procurou diferenciar o afastamento de uma decisão tomada durante um conflito imediato. Entretanto, ao não detalhar os fatores considerados pela equipe nem confirmar a presença de Ocon em Interlagos, o dirigente manteve indefinida a situação do francês para o GP do Brasil.
