Oliver Bearman recebeu uma punição de cinco segundos por uma liberação insegura dos boxes durante o GP do Brasil de Fórmula 1, disputado neste domingo (8), em Interlagos. Os comissários da FIA concluíram que a Haas colocou o carro do britânico no caminho de Charles Leclerc, da Ferrari, obrigando o monegasco a frear e realizar uma manobra evasiva. Apesar da penalidade, Bearman não perdeu nenhuma posição na classificação final da corrida.
A decisão foi oficializada no documento 78, divulgado pelos comissários às 18h12, após a análise das circunstâncias do incidente. Bearman, que terminou a prova na 17ª posição, teve cinco segundos acrescentados ao seu tempo total, mas a punição não foi suficiente para alterar sua colocação.
Segundo a FIA, o episódio aconteceu durante uma parada nos boxes da Haas, quando o carro de número 87 foi liberado justamente no momento em que Leclerc, no carro 16 da Ferrari, já trafegava pelo pit lane.
A situação obrigou o piloto da Ferrari a reduzir a velocidade para evitar uma colisão. Durante a manobra, Leclerc também foi pressionado em direção ao muro dos boxes, localizado à direita, aumentando o risco do incidente.

Antes de anunciar a decisão, os comissários ouviram Bearman, Leclerc e representantes das equipes envolvidas. A investigação também considerou dados do sistema de posicionamento e fiscalização da pista, imagens de vídeo e gravações das câmeras instaladas nos carros.
Com base nesses elementos, os responsáveis pela análise determinaram que a saída de Bearman ocorreu de maneira insegura, configurando uma infração ao artigo B1.6.2a do Regulamento de Fórmula 1 da FIA.
A penalidade foi aplicada diretamente ao tempo de corrida do britânico, sem necessidade de cumprimento adicional na pista. Como Bearman já havia recebido a bandeirada em 17º e a diferença para os pilotos próximos era suficiente, o acréscimo de cinco segundos não provocou mudanças em sua posição final.
A decisão foi assinada pelos comissários Nish Shetty, Loïc Bacquelaine, Vitantonio Liuzzi e Felipe Maluhy. O documento também lembra que os competidores têm direito de recorrer de determinadas decisões dentro dos prazos e procedimentos previstos nos regulamentos da FIA.
