O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, defendeu o chefe da Mercedes, Toto Wolff, que continua indiferente à entrada da Andretti Global na categoria.
A vontade de Michael Andretti, ex-piloto de F1 e dono de equipe na IndyCar, de colocar uma equipe no grid da Fórmula 1, objetivo que esteve perto de conseguir em 2021, continua forte. Andretti estava em negociações para comprar a Sauber, que atualmente corre como Alfa Romeo, mas o acordo foi interrompido quase quando estava para ser finalizado.
Mais tarde surgiu a informação que Andretti queria formar uma nova equipe chamada ‘Andretti Global’, que se juntaria ao grid da Fórmula 1 em 2024. Todos os planos foram feitos, financiamentos garantidos, mas a autorização da FIA ainda não aconteceu.
O diretor e co-proprietário da Mercedes, Toto Wolff, em particular, não está convencido da oferta da Andretti, sugerindo recentemente que um fabricante como a Audi ofereceria mais à Fórmula 1 se eles entrarem na categoria, o que foi confirmado hoje na Bélgica.
Recentemente, o pai de Michael, Mario Andretti, em um tweet, concordou com a sugestão de que Wolff se tornou muito poderoso na Fórmula 1. Essa mesma teoria foi então colocada para o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, que respondeu: “Bem, acredito que Toto tenha uma posição como chefe de equipe”, disse Domenicali ao Motorsport.com. “Ele é um acionista com 30% da Mercedes, ele tem a reputação de ter conquistado oito títulos (de construtores) seguidos. Então quero dizer que ele tem sua credibilidade.”
“Mario eu conheço muito, muito bem, desde muito tempo. Ele está tentando apresentar sua ideia de uma maneira que ele pensou ser a maneira certa de fazê-lo. Mas acredito que, como você sabe, existe uma governança em vigor. E a decisão tem que seguir o protocolo que está em vigor. E Mario é muito vocal, Michael também. E falei com eles com bastante frequência, como você pode imaginar”, disse ele.
“Podemos ter opiniões diferentes, no final das contas é uma questão de seguir o protocolo. E há alguém que deve tomar a decisão final. Hoje não vejo fraqueza no número de equipes na F1. Essa é a minha opinião.” acrescentou Domenicali.
A partir de 2026, a Fórmula 1 apresentará uma nova geração de unidades de potência, este projeto deverá abrir as portas para a Porsche, que trabalharia ao lado da Red Bull. Com a Audi tendo confirmado hoje na Bélgica que vai entrar na categoria, muito provavelmente em um acordo com a Sauber.
E olhando para esses novos regulamentos de unidades de potência, Domenicali diz que é importante que todas as equipes de Fórmula 1 estejam comprometidas em permanecer por muito tempo.
“Hoje estamos falando sobre os novos regulamentos para 2026”, disse Domenicali. “E todos os fabricantes envolvidos nisso, os atuais e os novos. Precisamos ser prudentes porque quando estamos falando de F1, precisamos ter uma entidade ou uma equipe ou um fabricante que seja realmente sólido, muito forte e tenha um compromisso total com um futuro incrível a longo prazo.”
É difícil ver um futuro para novas equipes independentes na Fórmula 1, pois a categoria criou esse sistema onde as equipes estão no controle. Pode haver uma taxa antidiluição de US$ 200 milhões para qualquer nova equipe pagar para compensar as existentes, mas isso aparentemente não é suficiente para convencer as equipes atuais sobre a Andretti.
Aparentemente, a família Andretti vai ter que aguardar um pouco mais para ter sua entrada aprovada na F1. Afinal, mesmo com a entrada da Audi e da Porsche, continuariam a ser dez equipes no grid, ao passo que a Andretti seria a décima primeira equipe, o que significa que o ‘bolo’ financeiro passaria a ser dividido entre onze equipes de F1, e não dez como é atualmente.
Spotify
Google Play Music
Deezer
iTunes
Amazon
