F1: Russell lidera TL1 movimentado em Baku; Bortoleto fecha no top 10

George Russell coloca a Mercedes na frente no Azerbaijão, Verstappen e Ferrari ficam próximos, enquanto brasileiro supera problemas, trabalho de desenvolvimento da Audi e salta para décimo no fim da sessão

George Russell começou o fim de semana do GP do Azerbaijão na frente. O piloto da Mercedes liderou o primeiro treino livre em Baku nesta quinta-feira (24), com 1:45.687s, em uma sessão bastante movimentada e marcada por problemas mecânicos, interrupções e dificuldades para vários pilotos.

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Max Verstappen terminou na segunda posição, apenas 0.100s atrás, enquanto a Ferrari colocou Charles Leclerc e Lewis Hamilton em terceiro e quarto, respectivamente. Kimi Antonelli completou os cinco primeiros, apesar de ter abandonado a sessão antecipadamente com um problema hidráulico em sua Mercedes.

Gabriel Bortoleto teve um TL1 bastante particular. A Audi dedicou boa parte da sessão do brasileiro à avaliação aerodinâmica do pacote levado para Baku, com direito a medidores instalados no carro e troca de asa dianteira. Bortoleto ainda enfrentou um problema relacionado à caixa de câmbio e teve sua primeira volta cronometrada prejudicada por um Safety Car Virtual, mas conseguiu reagir no final. No apagar das luzes, marcou 1:46.688s e garantiu a décima posição, imediatamente à frente do companheiro Nico Hülkenberg.

Oscar Piastri terminou em sexto, seguido por Liam Lawson, Arvid Lindblad e Esteban Ocon. Bortoleto completou o top 10.

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Treino Livre 1

A primeira atividade de pista em Baku começou com bastante movimento. Com apenas 60 minutos disponíveis e a classificação já marcada para sexta-feira, as equipes não demoraram para iniciar seus programas em um circuito que apresentava baixa aderência e ainda tinha alguns trechos de asfalto renovados. O vento também acrescentava uma dificuldade importante, especialmente nas grandes zonas de frenagem e entre os muros do circuito de rua.

A Pirelli levou ao Azerbaijão os três compostos mais macios de sua gama, com C3 como duro, C4 como médio e C5 como macio. Nas primeiras voltas, a maior parte do grid utilizou os pneus duros, enquanto McLaren e Franco Colapinto estavam entre aqueles que começaram trabalhando com os médios.

Bortoleto foi um dos primeiros a deixar os boxes, mas a Audi tinha outros objetivos naquele momento. O carro do brasileiro apareceu carregando medidores aerodinâmicos, evidenciando um programa de coleta de dados relacionado às atualizações levadas pela equipe para Baku. Arvid Lindblad também apareceu com equipamentos semelhantes na Racing Bulls.

O brasileiro completou uma volta e voltou para a garagem. A Audi realizou novas medições e trabalhou na dianteira do carro, instalando uma asa diferente antes de devolvê-lo à pista. Bortoleto retornou posteriormente sem os sensores, mas ainda sem iniciar imediatamente uma sequência de voltas rápidas.

Enquanto isso, a tabela começou a mudar rapidamente. Verstappen marcou 1:49.202s e assumiu a liderança nos primeiros minutos, antes de Leclerc avançar. Antonelli, Norris, Russell e Lawson também começaram a aparecer conforme a pista recebia mais borracha e os tempos caíam.

A sessão logo mostrou como Baku poderia ser complicada. Oscar Piastri reclamou de vibrações nos freios, enquanto Isack Hadjar relatou que seu Red Bull puxava para um dos lados. Carlos Sainz teve um problema ainda mais evidente quando os freios traseiros de sua Williams chegaram a apresentar chamas, obrigando o espanhol a retornar aos boxes.

Antonelli foi um dos pilotos que rapidamente encontrou ritmo. O líder do campeonato assumiu a primeira posição com 1:46.265s, enquanto Russell se aproximava e Leclerc e Hamilton também avançavam. A Ferrari mostrava velocidade mesmo trabalhando com pneus médios, enquanto boa parte dos adversários utilizava outras estratégias de preparação.

Para Bortoleto, entretanto, o cronômetro continuava em segundo plano. O brasileiro chegou a retornar aos boxes novamente ainda sem um tempo registrado, com a Audi claramente concentrada na avaliação do pacote de atualizações.

Pouco depois dos primeiros 20 minutos, o treino de Antonelli terminou de forma prematura. O italiano parou sua Mercedes entre as curvas 6 e 7 e avisou pelo rádio que enfrentava um problema hidráulico. Antonelli deixou o carro e não voltou à pista. O momento foi particularmente ruim para o líder do campeonato porque ele havia acabado de colocar pneus macios e se preparava para iniciar uma simulação de classificação.

A paralisação provocou um período de Safety Car Virtual e acabou interferindo também no programa de Bortoleto. O brasileiro finalmente completou sua primeira volta cronometrada, mas registrou 2:35.072s justamente sob o VSC, um tempo que naturalmente não representava o desempenho do Audi.

Quando a pista foi liberada, a disputa pela liderança voltou a ganhar força. Verstappen encontrou uma volta de 1:45.787s e assumiu a primeira posição. Russell respondeu pouco depois e passou a estabelecer a referência da Mercedes, enquanto os dois também mostravam que os limites estavam próximos. Em determinado momento, Russell passou reto em uma das fortes frenagens e precisou trabalhar para evitar o muro. Verstappen também escapou pouco depois.

As Ferrari continuavam próximas. Hamilton chegou a aparecer em terceiro, antes de Leclerc melhorar para 1:45.791s. Os dois carros de Maranello permaneciam competitivos, mantendo-se na briga direta com Mercedes e Red Bull na parte superior da classificação.

Bortoleto finalmente começou a construir voltas mais representativas. O brasileiro marcou 1:48.833s e avançou para a 17ª posição. O desempenho de Hülkenberg, que naquele momento já aparecia bem mais à frente, indicava que havia potencial para a Audi, mas o programa diferente realizado por Bortoleto continuava dificultando uma comparação direta entre os companheiros.

A equipe alemã identificou ainda um problema em uma das marchas da caixa de câmbio do carro do brasileiro. A Audi trabalhou para solucionar a questão e Bortoleto conseguiu retornar à pista, desta vez com pneus macios e em condições de buscar efetivamente um tempo.

A resposta veio rapidamente. Bortoleto baixou para 1:47.151s e saltou várias posições, entrando provisoriamente na região intermediária da tabela. A evolução mostrava que havia mais desempenho disponível depois de uma primeira metade de sessão praticamente inteira dedicada às avaliações aerodinâmicas.

Outros problemas mecânicos também interferiram no TL1. Hadjar, que retornava ao carro da Red Bull depois de perder as etapas da Holanda, Itália e Espanha por uma lesão no punho, teve um problema no motor e praticamente não conseguiu aproveitar a sessão. O francês terminou apenas em 20º depois de acumular pouca quilometragem.

Na frente, Russell permaneceu como referência, enquanto Verstappen e as duas Ferrari mantinham diferenças muito pequenas. A classificação mostrava uma disputa apertada entre Mercedes, Red Bull e Ferrari, mas ainda com programas diferentes e sem uma leitura definitiva da hierarquia para o restante do fim de semana.

Os minutos finais foram especialmente movimentados. Lindblad bateu, provocando nova interrupção justamente quando os pilotos se preparavam para as últimas tentativas. Hülkenberg também ficou parado, e pouco depois foi a vez de Ocon enfrentar problemas na saída dos boxes. O TL1 terminava, assim, com uma sequência incomum de ocorrências mecânicas e interrupções.

A pista ainda foi liberada para os últimos minutos, dando aos pilotos uma oportunidade final. E foi justamente nesse momento que Bortoleto conseguiu transformar completamente sua posição na tabela.

O brasileiro encaixou 1:46.688s e saltou da 16ª para a oitava colocação quando a bandeira quadriculada já havia sido mostrada. Piastri e Lindblad ainda completaram voltas melhores e empurraram o Audi duas posições para trás, mas Bortoleto terminou definitivamente em décimo.

O resultado foi especialmente positivo considerando o desenvolvimento de sua sessão. Bortoleto passou boa parte do TL1 sem buscar desempenho, trabalhou com instrumentos de medição aerodinâmica, participou de mudanças de configuração, teve uma volta prejudicada pelo Safety Car Virtual e ainda enfrentou a questão na caixa de câmbio. Mesmo assim, conseguiu fechar a atividade dentro do top 10 e à frente de Hülkenberg, que terminou em 11º com 1:46.871s.

Na liderança, Russell ficou com 1:45.687s, apenas 0.100s à frente de Verstappen. Leclerc foi terceiro com 1:45.791s, somente 0.104s atrás do líder, e Hamilton completou um grupo extremamente apertado em quarto com 1:45.824s.

Antonelli permaneceu em quinto com o tempo registrado antes do problema hidráulico. Piastri avançou no final para sexto, Lawson terminou em sétimo, Lindblad ficou em oitavo e Ocon foi o nono. Bortoleto fechou os dez primeiros.

A Fórmula 1 volta à pista ainda nesta quinta-feira para o TL2 do GP do Azerbaijão. A segunda sessão está marcada para as 9h, pelo horário de Brasília.

Confira o resultado do TL1 do GP do Azerbaijão:
1) George Russell (Mercedes), 1:45.687
2) Max Verstappen (Red Bull Racing), 1:45.787
3) Charles Leclerc (Ferrari), 1:45.791
4) Lewis Hamilton (Ferrari), 1:45.824
5) Kimi Antonelli (Mercedes), 1:46.265
6) Oscar Piastri (McLaren), 1:46.398
7) Liam Lawson (Racing Bulls), 1:46.440
8) Arvid Lindblad (Racing Bulls), 1:46.601
9) Esteban Ocon (Haas F1 Team), 1:46.624
10) Gabriel Bortoleto (Audi), 1:46.688
11) Nico Hulkenberg (Audi), 1:46.871
12) Carlos Sainz (Williams), 1:46.893
13) Alexander Albon (Williams), 1:46.939
14) Lando Norris (McLaren), 1:46.981
15) Oliver Bearman (Haas F1 Team), 1:46.994
16) Pierre Gasly (Alpine), 1:47.043
17) Sergio Perez (Cadillac), 1:47.253
18) Franco Colapinto (Alpine), 1:47.523
19) Fernando Alonso (Aston Martin), 1:47.835
20) Isack Hadjar (Red Bull Racing), 1:47.873
21) Lance Stroll (Aston Martin), 1:48.547
22) Valtteri Bottas (Cadillac), 1:49.315