Análise: As perguntas que vão definir o restante da temporada 2026 da F1 (parte 2)

A Fórmula 1 encerrou a primeira parte da temporada 2026 com a realização do GP da Hungria. A corrida no Hungaroring, que teve a primeira vitória da McLaren no ano, deixou muitas perguntas a serem respondidas, mas também trouxe respostas importantes que devem definir o tom da segunda metade do campeonato.

Para ler a Parte 1, clique aqui.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

A Alpine pode ser uma equipe de ponta?

Pierre Gasly (FRA) Alpine F1 Team A526.Foto: XPB Images

Esse é um questionamento que vem desde que Fernando Alonso ainda estava na equipe. Depois de um 2025 desastroso, a Alpine encontrou o caminho em 2026 com Pierre Gasly liderando a campanha e ajudando a mídia a esquecer os escândalos que abalaram o time fora das pistas. No próximo ano, a parceria com a Gucci será um momento importante.

Porém, existe uma trilha ainda longa para saber qual será o papel da Alpine nos próximos anos. Uma delas passa pelo futuro da equipe, que está pendente por conta da negociação de parte das ações, que já dura meses. Além disso, Franco Colapinto não está fazendo um bom ano. Ele marcou apenas 19 pontos, 23 a menos que Gasly, e começa a se tornar uma preocupação para o time. Chegou a hora de pensar em alternativas.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

A Haas ainda precisa do Ocon?

Esteban Ocon (FRA) Haas F1 Team.Foto: XPB Images

Para quem está acompanhando a temporada, a resposta é clara: não. O piloto está oferecendo pouco para a equipe em 2026, apesar de ter sido de extrema importância para a estabilidade do time no ano passado. Até o momento, foram apenas três pontos marcados e desempenhos criticados até mesmo pelo chefe da equipe, Ayao Komatsu.

Nos bastidores, o nome do brasileiro Rafael Câmara já surge como provável aposta para a vaga do francês. Porém, o desempenho do jovem na atual temporada da Fórmula 2 pode ser um impedimento. De qualquer forma, a Haas ainda tem uma pergunta que a persegue há alguns anos: essa equipe vai conquistar algo na F1? E, com a possível entrada de Câmara, ela será apenas uma equipe B da Ferrari?

Qual o destino da Williams?

Carlos Sainz (ESP) Williams F1 Team FW48.Foto: XPB Images

Quem se animou com a Williams em 2025 sofreu um duro golpe este ano. A equipe conseguiu fazer um carro pesado, um erro inadmissível. As consequências são desastrosas: todo o progresso, não só em pista, mas também na imagem da equipe, está sendo arranhado nesta temporada.

James Vowles parece perdido, sem a mesma postura firme que apresentava nos momentos bons da equipe. Poucos avanços e dois pilotos com potencial sendo desperdiçados no final do grid. Alexander Albon deve continuar, mas Carlos Sainz parece estar abrindo mão do projeto, algo que chega a ser surpreendente, já que o espanhol sustentou anos em uma McLaren em crise.

Se perder Sainz e Albon, o destino da Williams fica ainda mais questionável. É necessário ter um piloto que ajude a liderar a equipe rumo à melhora definitiva. O time tinha uma dupla nessa missão em 2025. Porém, agora parece que Albon e Sainz são apenas pessoas que guiam os carros no final de semana.

Vem aí o momento de virada da Aston Martin?

Fernando Alonso (ESP) Aston Martin F1 Team AMR26.Foto: XPB Images

Outra equipe que decepcionou muito em 2026. O carro parecia um quebra-cabeça com defeito e as peças nunca se encaixavam. A situação ficou tão absurda que os pilotos precisavam tirar a mão do volante para não correrem o risco de sofrer danos nos nervos devido às trepidações intensas.

Porém, depois de muitas promessas, a grande atualização no AMR26 chegou no GP da Hungria e surpreendeu. O carro voltou a andar no meio do pelotão e foi um alívio para a equipe e seus torcedores. Ainda falta uma melhora no motor Honda, uma parceria que começou estremecida, mas que parece estar se alinhando com o decorrer da temporada.

Se esse realmente for o ponto de virada da Aston Martin, a equipe pode apresentar um cenário melhor para Fernando Alonso e Lance Stroll em 2027. Mas precisa se organizar melhor, pois a saída de Adrian Newey deixou uma lacuna na liderança técnica do projeto, dando a impressão de que ainda falta alguém para conduzir a equipe.

A Cadillac tem futuro?

Sergio Perez (MEX) Cadillac Formula 1 Team MAC-26 in the pits.Foto: XPB Images

Tem, mas a equipe precisará tomar decisões difíceis já na segunda metade da temporada. Os problemas do primeiro ano eram esperados, porém a sensação é de que a Cadillac ainda não conseguiu definir qual será sua identidade dentro da Fórmula 1. E isso passa, inevitavelmente, pela escolha dos pilotos.

Valtteri Bottas e Sergio Pérez foram apostas para dar experiência ao projeto, mas dificilmente representam o futuro da equipe. Ao mesmo tempo, Colton Herta, nome tratado durante anos como prioridade da Cadillac, vive uma temporada decepcionante na Fórmula 2 e já não transmite a mesma confiança.

A Cadillac precisa aproveitar o final de 2026 para definir um rumo. Permanecer no meio do caminho, sem apostar na experiência para buscar evolução e sem investir de vez em um projeto de longo prazo, pode ser o pior cenário possível para uma equipe que ainda tenta encontrar seu lugar na Fórmula 1.