Richard Morris é um dos responsáveis por trás da criação do Racing Pride. O piloto contou sobre os motivos de ter fundado a iniciativa que busca incluir a comunidade LGBTQ+ no esporte a motor e como tudo começou.
Junho é conhecido como o mês do orgulho LGBTQ+. Pensando nisso, a Aston Martin anunciou parceria com a Racing Pride na F1 e vai encabeçar diversas iniciativas para conscientização e inclusão no esporte. Ainda, neste final de semana, no GP da França, vai carregar o logo da iniciativa em seu chassi.
Morris, piloto britânico, foi quem surgiu com a ideia da criação da campanha. O competidor, membro da comunidade, afirmou que se sentia como o único LGBTQ+ no automobilismo, mesmo sabendo que o cenário não era real, e decidiu mudar a realidade.
“Quis começar a Racing Pride porque como piloto, não me senti capaz de me assumir no esporte de maneira geral, tirando algumas pessoas ao meu redor, até estar no automobilismo há algum tempo. Escondia quem eu era para tentar me encaixar neste esporte. Meu namorado ia aos eventos como apenas meu amigo ou eu evitava falar sobre relacionamentos”, falou com exclusividade ao F1Mania.net.

“Quando estava crescendo, não tinha modelos de sucesso de pilotos LGBTQ+, e até mesmo Danny Watts e Hurley Haywood, que se assumiram recentemente, fizeram após se aposentar. Eu me preocupava sobre se certas pessoas iriam me aceitar, me preocupava que não ia me encaixar na imagem que um piloto supostamente deveria ter para equipes, patrocinadores, fãs”, seguiu.
“Eu me sentia muito isolado como o único LGBTQ+ no esporte e sabia que não deveria ser. Também acreditava que a maioria das pessoas no esporte é realmente boa, tolerante, receptiva – nós só precisávamos fornecer maior visibilidade, abrir conversas e torná-las mais fáceis de ter, e dar às pessoas uma maneira de mostrar apoio às pessoas LGBTQ+”, continuou.
“Outros esportes aqui no Reino Unido como futebol ou rugby já se engajaram em campanhas como o Laço de Arco-Íris de Stonewall, mas não havia nada como isso no esporte a motor e diretamente relevante ao esporte, antes do Racing Pride”, emendou.
“Então, postei em minhas redes sociais sobre ser gay no esporte: como não estava sendo fácil e como pensei que seria ótimo ter algo promovendo a inclusão LGBTQ+ no esporte a motor. Isso atraiu a atenção de algumas pessoas trabalhando na inclusão da comunidade do esporte, começamos a ter algumas reuniões incluindo a Stonewall Reino Unido, e surgimos com a ideia do Racing Pride”, concluiu ao F1Mania.net.
