Di Grassi continua seu projeto para a F1

Uma das principais notícias entre os profissionais que gravitam em torno da Fórmula 1 é a contratação do brasileiro Lucas Di Grassi (Eurobike/Schioppa) pela equipe espanhola Racing Engineering, atual campeã do Campeonato Mundial de Fórmula GP2. A união de Lucas com o time comandado pelo príncipe espanhol Alfonso Orleans Bourbon é a grande surpresa da temporada e com certeza já é motivo de preocupação no grid. No ano passado, o jovem brasileiro foi o grande rival daquele time, e poderia ter tomado o título de campeão caso não tivesse iniciado a temporada com seis corridas de atraso.

Mas a leitura que muitos já fazem dessa nova aliança é que o piloto apoiado pelas empresas Eurobike e Schioppa continua firme em seu propósito de estrear na Fórmula 1. Jovem brasileiro que mais se destacou no cenário internacional em 2008, com a disputa de mais uma temporada da GP2 Lucas pretende manter o vínculo com a categoria principal do automobilismo. “Meus planos continuam os mesmos desde os tempos do kart: competir na Fórmula 1”, diz ele. “Claro que é algo difícil de atingir, especialmente nesta época de crise, quando a F-1 está mais do que nunca preocupada em como levantar fundos, mas eu acredito que, se continuar tendo sucesso na pista, minha chance chegará em breve”, diz Di Grassi.

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Em 2008, Lucas estreou na GP2 somente na sétima etapa da temporada, defendendo a equipe Campos Barwa Grand Prix, um time mediano que, com o brasileiro, atingiria um sucesso inédito em sua história. Ao fim do ano, o time fundado pelo ex-piloto de F-1 Adrian Campos conquistaria o título de campeão por equipes. Di Grassi terminaria em terceiro, mas somando mais pontos que todos os demais pilotos nas 14 corridas que disputou – neste ritmo, teria sido campeão com certa folga caso tivesse disputado todas as 20 provas.

“Eu sei que minha parceria com a Racing Engineering será forte, mas também sei que nada é fácil na GP2, que é realmente uma mini-Fórmula 1. As equipes nunca param de trabalhar”, comenta Di Grassi. “O que importa é que estou novamente em um time sério, que pode me ajudar a terminar a temporada como uma opção para as equipes da Fórmula 1. Me sinto mais preparado do que nunca”.