Carlos Sainz tem falado abertamente sobre a abordagem cautelosa que está adotando para o início de sua carreira na Ferrari, enquanto espera ter sucesso com a Scuderia. E uma pessoa que apoia essa abordagem de Sainz é Rob Smedley, que sabe por experiência própria, como os pilotos podem perder a preferência na Ferrari rapidamente.
Hoje Smedley é o Diretor de Sistemas de Dados da Fórmula 1, mas em 2006, ele trabalhava como engenheiro da equipe de teste da Ferrari, quando foi convocado pela equipe no meio da temporada, para substituir o engenheiro de corrida de Felipe Massa, que estava em sua primeira temporada na Scuderia ao lado de Michael Schumacher.
Na última edição do podcast F1 Nation da Fórmula 1, Smedley falou sobre como a maneira que Sainz começou sua carreira na Ferrari, contrasta com a abordagem adotada por Massa em 2006, e que pode ter atrapalhado a carreira do brasileiro na Fórmula 1.
“Se voltarmos a quando Felipe começou como piloto oficial na Ferrari”, disse Smedley aos apresentadores do F1 Nation, Natalie Pinkham e Tom Clarkson, “Ele cometeu o grande erro de dizer que ia entrar e iria disputar com Michael. Michael Schumacher, heptacampeão mundial!”, disse Smedley
“Felipe meio que entrou nisso, e em sua mente ele iria se igualar a Michael e poderia vencê-lo e tudo mais. E começou a se desenrolar, até que colocamos a equipe certa em torno dele que meio que colocou os ‘pés no chão’ e disse, você não vai derrotar Michael então esqueça isso. Você eventualmente será capaz de fazer isso, mas vai levar muito tempo, então vamos começar a trabalhar em uma abordagem realmente estruturada, colocar um monte de processos por trás disso e usar seu talento bruto para realmente tirá-lo da situação em que você está, vamos começar a progredir.”
Levaria dois anos para que Smedley reforçasse a confiança de Massa, para levá-lo ao ponto em que ele realmente foi capaz de disputar o campeonato mundial de 2008. Mas com Sainz tendo admitido abertamente ter uma abordagem cautelosa em sua primeira corrida com a Ferrari no Grande Prêmio do Bahrein deste ano, Smedley elogiou o modus operandi do espanhol.
“A pior coisa que Carlos poderia ter feito, seria fazer uma declaração ousada de que iria superar Charles (Leclerc) e conseguir o status de número um, porque se isso não acontecer, a pressão simplesmente aumenta sobre você, e torna-se quase intransponível a tarefa que você tem em mãos”, completou.
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