Romain Grosjean admitiu que é parcialmente culpa dele, nunca ter tido a chance de pilotar um carro vencedor de campeonato durante sua carreira na Fórmula 1.
O ex-piloto da Haas, que fará sua estreia na Indy neste próximo final de semana, correu na Fórmula 1 de 2009 até a última temporada. Ele passou dois anos afastado depois de fazer sua estréia na Renault, voltou com a Lotus e ingressou na Haas em 2016.
Refletindo sobre sua carreira em uma entrevista recente, Grosjean disse que estava feliz com sua passagem pela F1, que rendeu 10 pódios, o último deles ocorrido há seis anos. “Você não pode ficar 10 anos na Fórmula 1 e não ficar feliz com isso”, disse ele.
“Lamento nunca ter tido um carro para vencer corridas e campeonatos? Sim. Mas estava na minha mão? Provavelmente um pouco, mas talvez não.”
Sua passagem mais competitiva na F1 aconteceu em 2013, seu segundo ano completo no esporte. Mas sua equipe Lotus sofreu um terrível 2014, que ele descreveu como um ‘arrependimento’ em sua carreira.
“Vindo depois de um final de 2013 tão forte, a equipe estava com uma situação financeira difícil, mudança de regulamento do motor, ia ser um problema fazer funcionar. Quando você está subindo assim, e acaba tendo o pior carro do grid, é complicado conseguir um bom lugar depois.”
Grosjean está feliz por ter ido para a Indy este ano. Ele quer aproveitar a oportunidade de competir com mais igualdade de condições na categoria.
“Eu acho que é uma ótima categoria em que você tem os melhores pilotos, o melhor nível, as melhores corridas”, disse ele. “Você tem a chance de ter praticamente as mesmas ferramentas que seus concorrentes.”
“A Fórmula 1 é maravilhosa. É ótimo. Mas, quero dizer, estou apostando no fato de que Lewis (Hamilton) será campeão mundial oito vezes este ano.”
“Eu realmente gostei do meu tempo lá. Tive uma ótima carreira. Mas também estava no fim do que queria fazer ali. Lutar com a Haas para sair do Q1, é algo que eu já tive o suficiente. Não foi realmente divertido.”
Mudar para a IndyCar dá a Grosjean sua primeira chance realista de vencer uma corrida em 10 anos, ele acredita.
“A última vez que realmente tive a chance de ter as mesmas ferramentas que os outros foi em 2011 na GP2. Estive perto de vencer algumas vezes na Fórmula 1, mas também estava na era com Raikkonen e Vettel, que dominavam tudo. Estive perto algumas vezes, mas não em todas as corridas.”
A participação de Grosjean na temporada da Indy deste ano está limitada aos 13 eventos de rua e circuitos mistos no calendário de 17 etapas, embora ele tenha indicado interesse em competir na etapa final no oval de Gateway. Além disso, ele não tem certeza se vai se comprometer com a Indy para além deste ano.
“Não tenho uma resposta direta”, disse ele. “Eu só posso dizer o que eu acho. Se eu aproveitar meu tempo nos Estados Unidos, puder fazer um ótimo trabalho, sentir que isso é o que quero fazer e puder correr bem, de uma forma legal, eu definitivamente ficaria.”
“No momento, é um desafio que estou assumindo em vários aspectos. É uma nova categoria, muitas viagens para mim. Minha família mora na Europa. Às vezes vou ficar talvez um mês sem vê-los, o que é muito difícil quando você é pai.”
“Mas estou pronto para experimentar. Como eu disse, se tudo correr bem, eu realmente me divirtir, tenho ótimas oportunidades no futuro aqui, estou mais do que feliz em trazer todos e desfrutar de alguns anos aqui.”
“Tenho 35 anos, então ainda tenho tempo para competir. Parece que os caras, Scott (Dixon) tem 40, Will Power acabou de fazer 40, Sebastien (Bourdais) tem 42. Eles ainda vão muito bem. Eu ainda vejo que tenho alguns anos restantes. Como eu disse, se eu me divertir aqui, encontrar o que vim buscar, posso ficar”, finalizou.
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