O diretor de corrida da Ferrari, Laurent Mekies, afirmou que as mudanças aerodinâmicas entre as temporadas foram tão significativas que a equipe está olhando menos para os dados de Ímola no ano passado, e mais para os que foram coletados no Bahrein.
Em uma tentativa de reduzir custos após a pandemia da Covid-19, a F1 adiou as mudanças na regulamentação aerodinâmica por um ano, até 2022, com as equipes instruídas a usar os carros de 2020 ,com poucas alterações em 2021.
Um sistema de token foi introduzido para restringir os desenvolvimentos, mas uma série de mudanças aerodinâmicas foram implementadas a pedido da Pirelli para reduzir as cargas nos pneus.
A maior mudança foi feita no assoalho e no difusor dos carros, para reduzir o downforce.
Como consequência, a Ferrari está olhando consideravelmente menos para os dados de apenas alguns meses atrás, e em vez disso, está focada no que foi aprendido no Bahrein.
“Acho que este ano acabou havendo uma mudança bastante significativa de regulamentos”, disse Mekies. “Temos um pouco menos de forças aerodinâmicas no carro.”
“Os pneus são diferentes, então na verdade estamos olhando mais para o que fizemos no Bahrein, como queremos melhorar e adaptar o carro que tínhamos no Bahrein às características de Ímola para obter a melhor preparação possível. Esse é basicamente o processo que estamos seguindo.”
Na corrida de abertura da temporada, a Ferrari terminou com os dois carros dentro dos pontos, algo que a Scuderia conseguiu apenas cinco vezes no ano passado.
Antecipando sua primeira experiência de correr com uma Ferrari na Itália, Carlos Sainz escreveu nas redes sociais: “É meu primeiro GP na Itália como parte da Scuderia Ferrari em uma pista histórica como Ímola. O que pode ser melhor do que isso?”, acrescentou.
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