Toto Wolff explicou a decisão da Mercedes de inverter as posições de Kimi Antonelli e George Russell no GP da Holanda de Fórmula 1. Apesar da aparente resistência de Russell pelo rádio, o chefe da equipe afirmou que a escolha foi considerada simples pela Mercedes.
Antonelli havia assumido a liderança após a relargada parada provocada pelo acidente de Max Verstappen na primeira volta da prova, mas perdeu a ponta para Lando Norris na volta 54. Nos momentos finais, Russell estava entre Norris e Antonelli, utilizando pneus mais antigos, enquanto os pilotos da Ferrari se aproximavam.
Russell chegou a questionar a estratégia depois de receber a instrução para a troca de posições: “Ele (Antonelli) está lutando pela vitória? Ele está planejando alcançar Norris?”, perguntou o britânico pelo rádio. A Mercedes manteve a decisão e terminou o GP com os dois pilotos no pódio.
Wolff negou que a situação tenha criado um problema entre Russell e a equipe: “Não, não acho que haverá nada entre nós. Obviamente, ordens de equipe são sempre duras. Da perspectiva de um piloto, você não pode esperar uma ordem no carro e simplesmente aceitá-la sem questionar ao mesmo tempo, mas é algo que eles sempre discutem”, afirmou.

O dirigente explicou que a possibilidade já havia sido estabelecida durante a reunião estratégica realizada na manhã de domingo. Segundo Wolff, a Mercedes buscava evitar que seus próprios pilotos perdessem tempo em uma disputa enquanto os concorrentes se aproximavam, especialmente considerando o impacto disso na pontuação do campeonato.
“Não estamos perdendo tempo uns com os outros. Há concorrentes respirando no nosso pescoço. Vimos isso com os carros da Ferrari no início do ano, em Xangai. Perdemos muito tempo de corrida e estamos perdendo mais pontos. Por isso, estamos tentando agir de forma proativa e evitar perder pontos”, acrescentou.
Para Wolff, a decisão tomada em Zandvoort não exigia grande discussão, já que Antonelli estava em segundo, à frente de Russell, e a ordem refletia a situação após a parada: “Hoje não foi uma decisão muito difícil, porque Kimi estava em segundo, claramente à frente de George, e essa é basicamente a ordem em que pontuamos depois do pit stop. Teríamos feito o contrário da mesma maneira”, concluiu o chefe da Mercedes.
