Max Verstappen terminou o GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 na terceiro posição, mas deixou a corrida insatisfeito com o desempenho da Red Bull Racing. O holandês criticou o ritmo do carro, a escolha dos pneus e a execução de sua parada nos boxes, além de admitir que o safety car virtual no fim da prova foi decisivo para garantir o pódio.
A equipe agora precisa entender por que a estratégia adotada em Austin, não apresentou o mesmo resultado das etapas anteriores. Segundo Verstappen, tanto o ritmo quanto os compostos de pneus disponíveis prejudicaram suas possibilidades de disputar posições mais à frente.
“Eu acho que nosso ritmo geral não foi bom o suficiente, e provavelmente, os pneus que tínhamos disponíveis também não eram os corretos”, afirmou o piloto holandês após a corrida.
A Red Bull havia reservado dois jogos novos de pneus macios para Verstappen e optou por antecipar sua primeira parada, que foi mais lenta que o normal. A estratégia, porém, não foi suficiente para manter o holandês à frente de Charles Leclerc da Ferrari, que levou a melhor na disputa pela segunda posição.
“É algo que precisamos entender, porque nas últimas corridas sempre funcionou bem para nós. Por alguma razão, aqui não deu certo”, comentou Verstappen.

A frustração também apareceu pelo rádio durante a prova. Em conversa com seu engenheiro de corrida, Tom Hart, o piloto reclamou da falta de velocidade, da escolha dos pneus e do trabalho nos boxes, chegando a classificar o domingo como um desastre.
Mesmo com essas dificuldades, Verstappen conseguiu terminar no pódio. Nas voltas finais, ainda precisou acompanhar a aproximação de Lewis Hamilton, mas o abandono de Valtteri Bottas, provocou um safety car virtual que reduziu o tempo disponível para o piloto da Ferrari tentar a ultrapassagem: “Talvez tenhamos tido um pouco de sorte com o safety car virtual no final, mas vou aceitar”, acrescentou.
Outro momento importante foi a ultrapassagem sobre Lando Norris. Com Leclerc logo atrás, Verstappen precisava avançar para não ficar vulnerável ao ataque do piloto da Ferrari. Ao comentar a manobra, ele disse: “Eu precisava fazer isso. Ou seria ultrapassado, ou teria que tentar a ultrapassagem, então foi o que fiz”, encerrou o tetracampeão.
