Lewis Hamilton terminou o GP da Holanda de Fórmula 1 na quarta posição, mas protagonizou momentos de irritação pelo rádio durante a corrida. O piloto da Ferrari questionou repetidamente as decisões estratégicas da equipe em Zandvoort.
A principal reclamação aconteceu quando Hamilton, com pneus quatro voltas mais novos que os de Charles Leclerc, passou a registrar voltas mais rápidas e pediu para ultrapassar o companheiro de equipe, que ocupava a segunda posição naquele momento. Enquanto Leclerc teve sua parada adiada por uma volta, Hamilton reagiu pelo rádio: “Ótima maneira de perder tempo, pessoal, bom trabalho”.
Mais tarde, Hamilton assumiu a liderança, e permaneceu na pista enquanto Lando Norris e Kimi Antonelli se aproximavam com pneus mais novos. Sem saber quanto tempo ainda ficaria sem trocar os pneus, o britânico questionou a Ferrari: “Vocês estão me usando como cobaia ou o quê? O que está acontecendo? Quanto tempo vão me deixar na pista?”.

Fred Vasseur, chefe da Ferrari, afirmou que a equipe optou por não revelar imediatamente o plano completo, para evitar que os adversários tivessem acesso à estratégia. Segundo ele, a intenção era manter Hamilton na pista até o fim, já que o piloto conseguia manter Antonelli atrás.
Sobre o episódio envolvendo Leclerc, Vasseur minimizou a confusão e afirmou que o monegasco deveria ter parado antes: “Charles deveria ter parado, nós estendemos uma volta e foi uma espécie de confusão, mas não estou preocupado com isso”, disse ele. O francês também destacou que a Ferrari não foi a única equipe a enfrentar dificuldades para definir a melhor escolha de pneus.
“A diferença entre os três compostos foi muito pequena hoje e foi difícil ter uma visão clara da estratégia”, avaliou Vasseur. Para ele, a necessidade de adaptar os planos conforme as informações dos rivais contribuiu para a frustração dos pilotos durante a prova.
