Carlos Sainz questionou a ausência de punição a Arvid Lindblad, após ser espremido contra o muro dos boxes na largada do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1. O incidente danificou a asa dianteira do carro do espanhol e comprometeu sua primeira parte da corrida em Austin.
O piloto da Williams terminou apenas em 18º, uma volta atrás do vencedor, depois de precisar trocar o bico do carro. Lindblad, da Racing Bulls, não foi investigado pelos comissários, que também não aplicaram nenhuma penalidade pela manobra.
Sainz explicou que teve uma boa largada, mas encontrou Lindblad à sua frente na reta principal e tentou avançar. Ao fechar o espaço, o britânico deixou o espanhol em uma situação que o levou a tocar o muro. Sainz conseguiu evitar um acidente mais grave, mas não escapou dos danos no carro.
“Estou surpreso que ele tenha escapado dessa, porque, obviamente, está colocando alguém contra o muro e criando uma situação que poderia potencialmente provocar um acidente muito grande”, afirmou Sainz.

O prejuízo afetou diretamente a estratégia do espanhol. Além de perder rendimento por causa da asa dianteira danificada, ele precisou fazer uma parada para substituir a peça, com uma perda adicional estimada em sete ou oito segundos. Depois disso, conseguiu recuperar parte do ritmo e completar a prova em 18º.
A crítica de Sainz também envolveu a diferença de tratamento que, na avaliação dele, existe em decisões desse tipo. O piloto espanhol reconheceu que situações de excesso de agressividade podem acontecer com qualquer competidor, mas questionou por que Lindblad não recebeu uma punição.
“Minha opinião é que Arvid talvez tenha sido agressivo demais comigo, mas todos nós já fomos agressivos demais em um ou outro dia”, acrescentou.
“O que me surpreende é que, quando você passa do limite, consegue escapar. Sempre que eu passei do limite, nunca escapei”, encerrou Sainz, que classificou o episódio como um momento bastante perigoso junto ao muro.
