F1: Russell revela reação da FIA após pedidos dos pilotos

A Fórmula 1 vive um momento de diálogo intenso entre pilotos, equipes e a FIA, segundo George Russell. O britânico afirmou que a relação entre os competidores e a entidade reguladora está mais próxima do que em muitos anos, enquanto crescem as discussões sobre ajustes nas regras de 2026.

Essa pausa inesperada no calendário durante o mês de abril, permitiu que equipes, pilotos e a FIA debatessem mudanças após problemas observados nas três primeiras corridas da temporada. Entre os pontos principais estão as sessões de classificação e as diferenças de velocidade que surgiram em determinadas situações.

Russell, que também atua como diretor da Associação de Pilotos de Grand Prix (GPDA), explicou que a intenção é promover pequenas melhorias nos regulamentos: “Independentemente do acidente no Japão (de Oliver Bearman da Haas), uma discussão já estava planejada com todos os pilotos, a Fórmula 1 e a FIA sobre como fazer pequenos ajustes nessas regras”, afirmou.

Um dos principais problemas apontados pelos pilotos envolve a impossibilidade de acelerar totalmente em algumas voltas nas sessões de classificação: “Claro que existem coisas que queremos melhorar, como uma sessão de classificação em aceleração total, sem precisar tirar o pé ou economizar energia, e tivemos conversas muito positivas com a FIA. Todos estão alinhados com o que queremos alcançar”.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

O britânico também citou as diferenças de velocidade após o acidente envolvendo Bearman e Franco Colapinto no Japão. Segundo Russell, a situação ocorreu porque um piloto tinha potência extra enquanto o outro estava com pouca carga de bateria: “Bearman estava com o botão de potência, com 350 quilowatts, enquanto Colapinto havia usado sua energia antes e tinha pouca bateria, isso criou uma grande diferença”, disse ele.

Russell destacou que a FIA está ciente dessas situações, e que há um consenso sobre a necessidade de reduzir essas diferenças em áreas consideradas fora do padrão do circuito: “Estamos todos alinhados nesses pontos”, afirmou, ressaltando que o objetivo é evitar situações perigosas.

O piloto da Mercedes também reconheceu que qualquer alteração exigirá compromissos técnicos, já que os carros estão configurados para alcançar os tempos mais rápidos possíveis. Ainda assim, ele acredita que ajustes simples podem trazer melhorias importantes: “O superclip de 350 quilowatts é algo óbvio, e isso por si só já evitará muito o uso de lift and coast”, acrescentou.

Por fim, o britânico destacou o clima positivo nas negociações: “A FIA tem mantido muita comunicação com alguns pilotos e, do ponto de vista técnico, provavelmente é a relação mais próxima que tivemos com eles em muitos anos. Isso é muito positivo de ver”, finalizou Russell, se mostrando otimista com o caminho dessas conversas.



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