F1: Russell propõe recapeamento frequente para resolver problema nas pistas

George Russell defendeu que os circuitos utilizados pela Fórmula 1 recebam um recapeamento a cada poucos anos, para reduzir os problemas causados pelas ondulações no asfalto. Após as reclamações sobre as condições do Circuito das Américas, em Austin, o piloto da Mercedes afirmou que a deterioração das superfícies está provocando dificuldades que poderiam ser evitadas com manutenção mais frequente.

O tema ganhou destaque durante o final de semana do GP dos Estados Unidos, especialmente pelas críticas de Max Verstappen às ondulações no traçado texano. O tetracampeão afirmou que as irregularidades no asfalto prejudicaram sua coluna, enquanto Lewis Hamilton minimizou a gravidade do problema e disse não ter enfrentado as mesmas dificuldades. A discussão também envolveu Verstappen e Bobby Epstein, presidente do circuito.

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Russell reconheceu que as irregularidades fazem parte das características de algumas pistas, mas defendeu uma abordagem mais consistente para preservar o asfalto: “Eu diria que, de modo geral, as pistas de F1 provavelmente precisam ser recapeadas a cada dois anos, apenas para tornar o asfalto um pouco mais uniforme”, afirmou o britânico à imprensa.

O piloto britânico também alertou para o estado de conservação de alguns circuitos: “Porque estamos indo a pistas em que o asfalto está se soltando e se deteriorando. Isso está causando mais problemas do que qualquer outra coisa”, disse ele.

George Russell (GBR) Mercedes AMG Formula One Team W17 and Charles Leclerc (MON) Scuderia Ferrari SF-26 battle for position.
Foto: XPB Images

Na avaliação de Russell, os carros atuais tornam as irregularidades especialmente perceptíveis. Como os monopostos da Fórmula 1 rodam muito próximos do solo para gerar pressão aerodinâmica, pequenas imperfeições no pavimento podem ter um impacto significativo.

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“Não somos um carro da IndyCar ou da F2, que roda com uma altura em relação ao solo razoavelmente alta. Nossa altura em relação ao solo chega a 10 milímetros no fim da reta, um centímetro acima do chão”, acrescentou.

Russell também relacionou o problema aos pneus de aro 18 polegadas, cujo perfil lateral é menor. Segundo ele, a estrutura dos pneus perdeu parte da capacidade de absorver impactos que funcionava como uma espécie de amortecimento: “Você perdeu todo aquele efeito de suspensão que existia no pneu, que funcionava como um amortecedor e que, de certa forma, não temos mais. Então, não é o ideal, mas não há muito que possamos fazer”, completou.