George Russell revelou que uma tentativa de assumir riscos na saída dos boxes provocou a rodada que lhe custou aproximadamente 30 segundos no GP do Brasil de Fórmula 1, disputado no domingo (8), em Interlagos. Apesar do prejuízo, o piloto da Mercedes conseguiu transformar o incidente em uma oportunidade estratégica e terminou em quarto lugar, contribuindo para a conquista do Mundial de Construtores pela equipe.
A recuperação foi possível porque a Mercedes alterou a estratégia de Russell após o incidente. Em vez de realizar uma segunda parada com pneus de pista seca, como fizeram outros pilotos, o britânico permaneceu na pista até o retorno da chuva. A decisão permitiu economizar uma passagem pelos boxes e recuperar posições na parte final da corrida.
“Não tenho muita certeza do que aconteceu. Assumi um risco bastante alto porque vi uma oportunidade e paguei o preço”, afirmou Russell à imprensa, incluindo o RacingNews365. “Nesses momentos, você pode ganhar muito ou perder muito, e desta vez a situação foi desfavorável para nós.”
O episódio aconteceu durante a primeira rodada de trocas para pneus macios. Com a pista secando, Lewis Hamilton e Carlos Sainz haviam antecipado a mudança na volta 15. Na passagem seguinte, Russell, que ocupava a quarta posição, entrou nos boxes junto de Lando Norris, Isack Hadjar, Liam Lawson e Oscar Piastri.

O piloto da Mercedes deveria retornar à pista atrás de Norris, mas perdeu o controle do carro na saída do pit lane e chegou a bloquear momentaneamente a passagem. Hadjar, Lawson e Piastri conseguiram ultrapassá-lo, enquanto Nico Hülkenberg também ganhou uma posição com sua Audi.
A perda de tempo levou Russell a prolongar seu trecho com pneus macios, decisão que acabou favorecendo sua corrida quando a chuva voltou. “Ironicamente, por causa disso, não parei novamente para colocar macios, e isso acabou me colocando de volta na disputa”, explicou.
O britânico também destacou o desempenho do carro, apesar das dificuldades enfrentadas. “Mostrei um ritmo muito forte com os macios. Tivemos o ritmo de corrida mais rápido, e já fazia bastante tempo que eu não apresentava esse desempenho. Então, vou levar os pontos positivos disso”, afirmou.
Russell ainda elogiou a Mercedes pela leitura das condições nas voltas finais, especialmente depois de uma classificação em que havia ficado insatisfeito com uma decisão da equipe. “Foi uma vantagem enorme. A equipe fez um ótimo trabalho ali, e acho que isso mostra os desafios deste esporte. Na classificação, erramos. Na corrida, eles acertaram perfeitamente, enquanto outros pilotos erraram. É assim que acontece, e os erros sempre recebem mais destaque do que os acertos”, concluiu.
