Nico Rosberg refletiu sobre a decisão de a Mercedes optar por ordens de equipe durante o GP da Holanda da Fórmula 1 no último domingo (23).
George Russell foi ordenado a abrir espaço para Kimi Antonelli e dar a segunda posição ao piloto. O italiano logo se aproximou do britânico, que acatou a ordem e deixou o companheiro passar.
Inicialmente, o agora vice-líder do campeonato questionou a chamada, mostrando preocupação em ficar vulnerável às Ferraris, mas depois disse concordar com a atitude. Rosberg, ex-Mercedes, também defendeu a decisão da equipe de Brackley.
“A equipe estava sob ameaça, e os dois pilotos precisam correr pela equipe. Na minha época, também tive que deixar o Lewis [Hamilton] passar uma vez em Mônaco, mesmo que estivéssemos disputando o campeonato um contra o outro. Aqui a situação é a mesma: o resultado da equipe estava ameaçado pelas duas Ferraris que vinham atrás; então, é preciso aplicar ordens de equipe, e os pilotos precisam segui-las. Acho que foi uma atitude justa. O George fez um trabalho fantástico ao segurar aquele terceiro lugar”, disse à Sky Sports F1.

“A expectativa, na ocasião, era que o George teria muita dificuldade com o ritmo e que, consequentemente, as Ferraris ameaçariam não apenas a posição dele, mas também a de Kimi Antonelli, caso Kimi ficasse preso atrás do George. Isso realmente coloca ambas as posições em risco ao mesmo tempo. É uma situação complicada; é uma decisão muito difícil de tomar. Eu não gostaria de estar no lugar deles. E, se eu estivesse no lugar do George, doeria muito. Seria um desastre”, seguiu.
“Mas é algo compreensível, pois conheço muito bem as regras da equipe”, completou.
