F1: Ricciardo temia pânico na RB após seu fraco início de temporada

Daniel Ricciardo revelou como sua experiência ruim na McLaren o ajudou a se recuperar de um início lento na temporada 2024 da Fórmula 1. O australiano admitiu que temia que a equipe RB ‘começasse a entrar em pânico’ após as primeiras corridas difíceis na atual temporada.

Esperava-se que Ricciardo, que recuperou seu lugar no grid no meio do ano passado quando substituiu Nyck de Vries na então AlphaTauri (atual RB), tivesse um bom começo em 2024 com o benefício de uma pré-temporada completa e a chance de retornar à família Red Bull Racing.

No entanto, o piloto de 34 anos sofreu para acompanhar o companheiro de equipe Yuki Tsunoda nas primeiras corridas, no Bahrein, Arábia Saudita, Austrália e Japão, onde abandonou após uma colisão na primeira volta com Alex Albon da Williams.

Após Suzuka, surgiram rumores de que Ricciardo poderia perder seu lugar ainda durante a temporada atual, e seria substituído por Liam Lawson, o talentoso piloto reserva da Red Bull Racing e da RB.

Porém, o desempenho de Ricciardo melhorou desde a mudança de chassi antes do GP da China no mês passado, com o australiano terminando em quarto lugar na corrida Sprint em Miami.

No entanto, ele ainda não pontuou em um GP este ano. Esse início de temporada difícil de Ricciardo, foi comparado ao seu desempenho na McLaren, onde foi derrotado com folga por Lando Norris ao longo de duas temporadas, antes de ser dispensado no final de 2022, mesmo ainda tendo mais um ano de contrato com a equipe britânica.

Questionado se as dificuldades anteriores o ajudaram a lidar com seu desempenho irregular no início de 2024, Ricciardo disse à Speed City Broadcasting: “Definitivamente. Porque eu já passei por isso. Olhando para trás e tudo mais, vejo o tempo na McLaren, e foi por isso que ter um tempo de folga no ano passado foi tão importante.”

“Havia coisas que eu dizia a mim mesmo: ‘Se eu voltar para a F1, se eu conseguir um lugar novamente, tenho que me lembrar dessas coisas, aprender com tudo isso e não cair em algumas dessas armadilhas.’ Esse era o meu medo com as primeiras corridas deste ano”, disse ele.

“Eu me sentia bem, confiante, não estava me questionando. Claro que às vezes ficava confuso porque não tínhamos o ritmo, mas não estava pensando em mim mesmo: ‘Caramba, será que eu perdi a habilidade? Acabou meu tempo?’. Eu estava preocupado que a equipe começasse a entrar em pânico, então eu só estava ligando para eles: ‘Pessoal, confiem em mim. Estamos bem. Vamos apenas continuar na direção certa, não vamos pirar, não vamos ouvir demais e não vamos receber feedback de todos. Estamos bem, vai fazer sentido em breve’. Definitivamente, alguma experiência ajudou nisso. Você não pode controlar a narrativa em todos os lugares, mas pelo menos comigo, com meu engenheiro, era muito importante que apenas ficássemos unidos e bloqueássemos algumas coisas que não importam”, finalizou o piloto australiano.