F1: Pirelli muda pneus para GP do Brasil e alerta para desgaste

A Pirelli anunciou uma mudança na escolha dos pneus para o GP do Brasil de Fórmula 1 de 2026, que será disputado entre 6 e 8 de novembro, em Interlagos. A fornecedora selecionou os compostos C3, C4 e C5, uma combinação mais macia do que a utilizada no ano passado, aumentando a importância do gerenciamento do desgaste durante a corrida.

A alteração acontece em um circuito que também passou por modificações no asfalto desde a última edição. Com trechos recapeados e a possibilidade de chuva e variações significativas de temperatura, as equipes terão de avaliar como os pneus se comportam antes de definir suas estratégias para as 71 voltas da prova.

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Para o fim de semana brasileiro, o C3 será o pneu Duro, identificado pela faixa branca, o C4 será o Médio, com faixa amarela, e o C5 será o Macio, com faixa vermelha. Em 2025, quando Interlagos recebeu uma etapa com formato Sprint, a seleção foi um nível mais dura.

A escolha representa uma aposta em compostos com maior potencial de aderência, mas também coloca a degradação entre os principais fatores a serem monitorados. A Pirelli destaca que o equilíbrio entre velocidade em uma volta rápida e preservação dos pneus em sequências mais longas será fundamental para o desempenho das equipes.

Outra novidade está nas condições da pista. O Autódromo José Carlos Pace recebeu obras de recapeamento entre as curvas 3 e 5 e entre as curvas 8 e 9, áreas que poderão apresentar níveis diferentes de aderência em comparação com o restante do circuito.

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Essas mudanças também podem influenciar a evolução da pista ao longo do fim de semana e modificar o comportamento dos compostos, especialmente durante os trechos mais longos de utilização. Os três treinos livres servirão para avaliar o desgaste e identificar as consequências do novo asfalto.

Na edição de 2025, a estratégia de duas paradas foi a mais utilizada pelas equipes. Os pneus Médios e Macios concentraram praticamente toda a atividade de corrida, enquanto os Duros apareceram apenas em algumas sequências curtas.

Apesar de o fenômeno de graining ter sido menos intenso do que inicialmente previsto, o composto C2, utilizado como Duro naquele ano, apresentou tendência a deslizar. Os pneus C3 e C4 também sofreram degradação significativa, embora ainda tenham permitido sequências competitivas.

Os dados da Pirelli mostram que, em 2025, os pneus Médios representaram 71% das voltas completadas e 72% das sequências de utilização. Os Macios responderam pelos 29% restantes das voltas e por 28% das sequências, com duração média de 11,2 voltas para os Médios e 11,5 para os Macios.

Apenas dois pilotos conseguiram completar aquela corrida com uma única parada. A maioria optou por duas trocas, em uma prova que também teve estratégias influenciadas por uma neutralização nas primeiras voltas.

Para 2026, a Pirelli ressalta que Interlagos não impõe cargas extremas aos pneus, apesar de combinar curvas rápidas e retas longas. As forças laterais são consideradas intermediárias, com distribuição relativamente equilibrada entre os eixos dianteiro e traseiro.

As possibilidades de ultrapassagem oferecem alguma liberdade para variar as estratégias, mas o desgaste continua sendo um elemento decisivo. O tempo médio perdido em uma passagem pelos boxes é estimado em 22,5 segundos, fator que precisa ser considerado na escolha entre uma ou mais paradas.

A previsão de condições meteorológicas variáveis também merece atenção. A Pirelli lembra que, pela época do ano, Interlagos frequentemente apresenta chuva e mudanças expressivas de temperatura, o que pode exigir a utilização dos pneus Intermediários ou de Chuva Extrema.

O circuito brasileiro tem 4,309 km de extensão, e a corrida está programada para 71 voltas, totalizando 305,879 km. O recorde oficial de volta pertence a Valtteri Bottas, com 1min10s540, registrado em 2018.

Com uma seleção mais macia e áreas de asfalto renovadas, o comportamento dos pneus nos treinos será especialmente importante para estabelecer as estratégias. A possibilidade de chuva acrescenta outra variável a um fim de semana em que a gestão da degradação poderá influenciar diretamente o resultado do GP do Brasil.