F1: “Os deuses das corridas estavam conosco”, afirmou Wolff após vitória de Antonelli

Toto Wolff reconheceu que a Mercedes contou com uma dose importante de sorte para Kimi Antonelli vencer o GP da Espanha de Fórmula 1 em Madri. O italiano estava mais de sete segundos atrás de Lando Norris da McLaren, quando um VSC mudou completamente a situação na disputa pela vitória.

A neutralização foi acionada para permitir a retirada do Aston Martin de Lance Stroll, que havia ficado parado na área de escape da curva 20. O momento favoreceu diretamente Antonelli, já que Norris havia acabado de passar pela entrada dos boxes quando o VSC foi acionado, enquanto o período terminou pouco antes de o piloto da McLaren fazer sua própria parada.

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“Hoje, os deuses das corridas estavam conosco, e conseguimos literalmente puxar Kimi quando o VSC foi acionado. É uma pena para a McLaren, porque eles tinham acabado de passar, mas Kimi pilotou bem, muito, muito bem”, afirmou Wolff à Sky Sports.

O chefe da Mercedes também explicou como a equipe reagiu rapidamente à oportunidade. Segundo ele, o grupo de estratégia já tinha a possibilidade em mente, e assim que perceberam que o incidente com Stroll não seria resolvido rapidamente, a ordem para parar Antonelli foi tomada em questão de segundos.

Andrea Kimi Antonelli (ITA) Mercedes AMG Formula One Team W17.
Foto: XPB Images

“Alguém disse: ‘Isso não vai ser resolvido rapidamente com o Aston Martin na barreira’, e então foi a estratégia 2.0. Bono (engenheiro de corrida de Antonelli) confirmou novamente, Bono falou com Kimi, e tudo aconteceu em cerca de três segundos”, explicou Wolff.

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Essa vitória ampliou a vantagem de Antonelli no campeonato de pilotos para 81 pontos sobre o segundo colocado, George Russell, que terminou em quinto. Lewis Hamilton, terceiro na classificação, ficou 101 pontos atrás do italiano após a etapa em Madri.

Mesmo com a pressão aumentando pela liderança do campeonato, Wolff destacou a tranquilidade de Antonelli: “Acho que ele é tranquilo. Às vezes, para mim, até um pouco tranquilo demais”, brincou o dirigente, citando também um momento em que o jovem piloto italiano tocou o muro cinco voltas antes da chegada e apenas pediu à equipe que verificasse o carro.