Britânico marcou 1:34.077 e superou Antonelli por 0s286 no primeiro contato oficial da F1 com o novo circuito de Madrid; Ferrari colocou seus dois carros na sequência e Bortoleto terminou em 11º.
George Russell foi o mais rápido no primeiro treino livre do GP da Espanha, realizado nesta sexta-feira (11), no Madring. Na primeira sessão oficial da história da Fórmula 1 no novo circuito de Madrid, o piloto da Mercedes marcou 1:34.077 e liderou uma dobradinha da equipe, com Kimi Antonelli em segundo, 0s286 atrás.
Charles Leclerc terminou em terceiro e Lewis Hamilton foi o quarto, depois de a Ferrari mostrar força principalmente com os pneus médios. Max Verstappen ficou em quinto, seguido por Lando Norris, Arvid Lindblad, Oscar Piastri, Nico Hülkenberg e Liam Lawson. Gabriel Bortoleto terminou em 11º, com 1:35.652, depois de chegar a fazer o melhor primeiro setor da sessão em sua tentativa com pneus macios antes de encontrar tráfego no trecho final.
Treino Livre 1
A Fórmula 1 abriu oficialmente sua história no Madring às 08h30, horário de Brasília. O novo circuito de Madrid tem 5,414 km e 22 curvas, combinando vias públicas e trechos permanentes em uma configuração que mistura características de circuito de rua com as de um autódromo convencional.
Entre os grandes desafios está a Curva 12, batizada de La Monumental. São aproximadamente 550 metros de curva inclinada, com 24% de inclinação e cerca de seis segundos de carga contínua sobre carros e pneus.
O primeiro setor apresenta uma sequência de alta velocidade, enquanto a parte intermediária mistura curvas de média e baixa. O traçado ainda oferece fortes frenagens e pontos nos quais os carros podem chegar perto dos 340 km/h.
Mais do que buscar imediatamente o melhor tempo, pilotos e equipes precisavam aproveitar os 60 minutos para descobrir uma pista completamente nova e comparar os dados obtidos no simulador com a realidade.
O asfalto também era uma das principais incógnitas. A superfície nova e bastante lisa deveria apresentar inicialmente um nível relativamente baixo de aderência e evoluir conforme os carros depositassem borracha.
A Pirelli levou os compostos C2, C3 e C4, respectivamente duro, médio e macio. As simulações colocavam o Madring entre os cinco circuitos mais exigentes da temporada em energia transmitida aos pneus.
Havia ainda alguma preocupação com interrupções. Atividades anteriores da Fórmula 3 e o treino da Fórmula 2 nesta sexta-feira haviam mostrado uma pista potencialmente propensa a erros e bandeiras vermelhas.
Bortoleto começa sozinho com pneus duros
Assim que a bandeira verde apareceu, praticamente todo o pelotão deixou os boxes.
Com 22 curvas para aprender, ninguém queria desperdiçar os primeiros minutos.
Quase todos os pilotos começaram utilizando pneus médios. A principal exceção foi Bortoleto, que iniciou o programa da Audi com os duros. Hülkenberg foi o único que demorou um pouco mais para deixar a garagem.
Ocon rapidamente trouxe uma primeira informação interessante pelo rádio: na percepção do piloto da Haas, a aderência do novo asfalto era alta.
Os tempos começaram naturalmente distantes daquilo que seria alcançado posteriormente.
Verstappen assumiu inicialmente a liderança com 1:39.257, mas a tabela mudava praticamente a cada passagem.
Leclerc baixou para 1:38.504.
Bortoleto também começou a encontrar rapidamente suas referências e marcou 1:39.042, avançando para quarto mesmo utilizando os pneus duros.
As diferenças ainda eram enormes. Em determinado momento, Gabriel aparecia em quinto, mas estava quase três segundos atrás da referência. Era um retrato do processo de aprendizagem: cada piloto descobria a pista e encontrava seus limites em velocidades diferentes.
Hamilton acelerou a evolução ao marcar 1:36.066.
Piastri chegou a 1:37.741, Norris marcou 1:37.251 e Lindblad apareceu com 1:38.395. Lawson também entrou entre os primeiros com 1:36.833, enquanto Verstappen baixou para 1:36.683.

Ferrari aparece como primeira referência
Hamilton continuou melhorando e chegou a 1:35.563.
Leclerc respondeu com 1:35.668, colocando a Ferrari em grande destaque durante a primeira sequência de voltas.
Bortoleto fez uma passagem pelos boxes, retornou rapidamente e continuou trabalhando com os duros.
O brasileiro marcou 1:37.665 e depois encontrou um salto considerável. Com 1:36.620, Gabriel avançou para sexto.
O desempenho era especialmente interessante porque Bortoleto continuava sendo o único piloto utilizando pneus duros, enquanto os adversários trabalhavam com médios.
Hülkenberg também começou a aparecer. O alemão chegou a registrar 1:37.560, mas teve a volta apagada por exceder os limites da pista. Pouco depois, marcou 1:36.613 e avançou para sétimo.
Hamilton baixou novamente a referência e marcou 1:34.803, apesar de cometer um erro em sua volta.
Leclerc respondeu. Com 1:34.683, o monegasco colocou a outra Ferrari na liderança.
Assim, mesmo utilizando pneus médios, a equipe italiana começou a sessão como a grande referência do Madring.
Bortoleto, ainda com os duros, chegou a 1:36.299, enquanto Hülkenberg avançou para 1:36.086.
Mercedes coloca os macios e assume o controle
Pouco antes da metade da sessão, os primeiros pneus macios começaram a aparecer.
Antonelli, Russell e Lawson estavam entre os pilotos que passaram ao C4, e os tempos começaram a cair.
Hamilton ainda melhorou para 1:34.620, marca que posteriormente seria suficiente para colocá-lo em quarto no resultado final.
Russell iniciou sua sequência com os macios e primeiro avançou para 1:34.729.
Antonelli também acelerou e chegou a 1:34.683.
Pouco depois, Russell marcou 1:34.145 e assumiu a liderança pela primeira vez.
As Ferrari, que haviam comandado a tabela com os médios, também colocaram pneus macios. O salto de desempenho esperado, porém, não apareceu.
Hamilton especialmente não conseguiu fazer grandes avanços com o composto mais rápido, enquanto Leclerc também não ameaçou imediatamente a Mercedes.
Russell aproveitou melhor o C4 e baixou novamente sua marca.
O britânico chegou a 1:34.077, tempo que não seria mais superado.

Bortoleto faz melhor primeiro setor, mas encontra Stroll
A Audi também mudou o programa de Bortoleto na segunda metade do treino.
Depois de realizar boa parte da sessão com os pneus duros, o brasileiro finalmente recebeu os macios.
E sua primeira tentativa começou muito forte. Bortoleto registrou o melhor primeiro setor de toda a sessão naquele momento.
A volta, porém, foi comprometida no trecho final.
Gabriel encontrou Stroll no caminho e foi claramente prejudicado pelo tráfego. Mesmo assim, completou a passagem em 1:35.652, avançando naquele momento para a nona posição.
O primeiro setor indicava que havia potencial para uma marca melhor caso o brasileiro tivesse conseguido completar a volta sem interferência.
Hülkenberg também melhorou e chegou a 1:35.529, marca que posteriormente lhe garantiria o nono lugar no resultado final.
Antonelli completa dobradinha da Mercedes
Verstappen também encontrou velocidade na fase de voltas rápidas e marcou 1:34.703, enquanto Norris chegou a 1:34.947 e Lindblad a 1:35.033.
Antonelli foi quem mais se aproximou de Russell.
O vencedor do GP da Itália marcou 1:34.363 e avançou para segundo, ficando 0s286 atrás do companheiro.
Com isso, a Mercedes ocupava as duas primeiras posições.
Na parte final da sessão, o foco de várias equipes começou a mudar das voltas rápidas para as simulações de corrida.
Russell, por exemplo, retornou aos pneus médios para trabalhar em uma sequência mais longa. Outros pilotos também passaram a avaliar o comportamento dos compostos com mais combustível, uma informação especialmente valiosa por se tratar da estreia do Madring.
A Alpine começou o treino bastante atrás depois do forte resultado obtido em Monza, mas conseguiu melhorar durante os minutos finais. Gasly chegou a 1:35.757, enquanto Colapinto marcou 1:35.933.
Leclerc também conseguiu uma última melhora.
O monegasco marcou 1:34.536 e avançou para terceiro, confirmando a Ferrari imediatamente atrás das duas Mercedes.
A bandeira quadriculada encerrou então os primeiros 60 minutos oficiais da história da Fórmula 1 no Madring.
Russell é o primeiro líder da F1 no Madring
Russell terminou na frente com 1:34.077, liderando a dobradinha da Mercedes. Antonelli foi segundo com 1:34.363.
A Ferrari colocou seus dois carros imediatamente atrás. Leclerc terminou em terceiro com 1:34.536, enquanto Hamilton ficou em quarto com 1:34.620. O desempenho da equipe italiana chamou atenção principalmente porque suas melhores referências iniciais vieram ainda com pneus médios, antes de os macios não entregarem o mesmo salto observado em alguns adversários.
Verstappen terminou em quinto, seguido por Norris, Lindblad e Piastri.
A Audi colocou Hülkenberg em nono, enquanto Lawson completou o top 10.
Bortoleto terminou em 11º, com 1:35.652, apenas 0s123 atrás de Hülkenberg e 0s113 atrás de Lawson, último piloto dentro dos dez primeiros.
O resultado, entretanto, não contou toda a história da sessão do brasileiro. Bortoleto realizou a primeira parte do TL1 em um programa diferente, utilizando pneus duros enquanto praticamente todo o restante do pelotão trabalhava com médios. Quando colocou os macios, chegou a registrar o melhor primeiro setor antes de encontrar Stroll no trecho final de sua volta rápida.
No primeiro contato competitivo da Fórmula 1 com Madrid, portanto, a Mercedes estabeleceu a referência, a Ferrari mostrou força e a Audi apareceu próxima do top 10 com seus dois carros**.
Resultado do TL1 do GP da Espanha 2026:
1) George Russell (Mercedes), 1’34.077
2) Kimi Antonelli (Mercedes), 1’34.363
3) Charles Leclerc (Ferrari), 1’34.536
4) Lewis Hamilton (Ferrari), 1’34.620
5) Max Verstappen (Red Bull/Red Bull Ford), 1’34.703
6) Lando Norris (McLaren/Mercedes), 1’34.947
7) Arvid Lindblad (Racing Bulls/Red Bull Ford), 1’35.033
8) Oscar Piastri (McLaren/Mercedes), 1’35.148
9) Nico Hülkenberg (Audi), 1’35.529
10) Liam Lawson (Red Bull/Red Bull Ford), 1’35.539
11) Gabriel Bortoleto (Audi), 1’35.652
12) Esteban Ocon (Haas/Ferrari), 1’35.834
13) Franco Colapinto (Alpine/Mercedes), 1’35.933
14) Pierre Gasly (Alpine/Mercedes), 1’36.244
15) Fernando Alonso (Aston Martin/Honda), 1’36.473
16) Oliver Bearman (Haas/Ferrari), 1’36.853
17) Carlos Sainz (Williams/Mercedes), 1’36.870
18) Yuki Tsunoda (Racing Bulls/Red Bull Ford), 1’36.939
19) Lance Stroll (Aston Martin/Honda), 1’37.254
20) Alexander Albon (Williams/Mercedes), 1’37.591
21) Sergio Pérez (Cadillac/Ferrari), 1’38.150
22) Valtteri Bottas (Cadillac/Ferrari), 1’38.818
