Novos episódios de violência no Oriente Médio, aumentaram a atenção sobre a segurança dos dois últimos GPs da temporada de Fórmula 1, no Catar e em Abu Dhabi. Os acontecimentos não indicam, porém, que os circuitos tenham sido atingidos ou ameaças reais à realização das corridas.
Segundo informações divulgadas neste domingo (08), explosões foram registradas em diferentes pontos do Irã, enquanto um prédio da Saudi Aramco, em Riad, sofreu danos após destroços caírem no local durante a interceptação de um projétil pelas defesas aéreas sauditas.
A Al Jazeera informou que a mídia estatal iraniana registrou explosões na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, além de ocorrências em Jask, Sirik e Bandar Abbas. O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou os danos ao prédio em Riad durante combates envolvendo os rebeldes houthis do Iêmen.
Em outro desenvolvimento, os militares dos Estados Unidos anunciaram planos para interromper rotas terrestres de abastecimento do Irã, ampliando a estratégia de bloqueio que já envolvia os portos iranianos.
O cenário ocorre já próximo do GP do Catar, marcado para 29 de novembro, e da última corrida da temporada, em Abu Dhabi, no dia 06 de dezembro. Embora os locais das provas estejam afastados dos pontos envolvidos nesses episódios mais recentes, a situação voltou a colocar a segurança regional no centro das atenções.
Preocupações semelhantes já haviam surgido anteriormente em relação às etapas da Fórmula 1 no Oriente Médio. Na semana passada a agência iraniana Fars, divulgou uma lista de possíveis alvos de retaliação que incluía hotéis utilizados por equipes de Fórmula 1 e MotoGP durante os finais de semana de corrida.

Em declarações no Brasil neste final de semana, Toto Wolff, afirmou confiar nas autoridades responsáveis por avaliar as condições de segurança para a realização das provas. O chefe da Mercedes citou orientações internacionais, restrições de viagem, operações das companhias aéreas e informações dos governos locais como fatores relevantes para essa avaliação.
“É claro que é preciso estar atento ao que acontecerá nos próximos dias e semanas, e Stefano está acompanhando tudo de perto”, afirmou Wolff, referindo-se ao presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali.
O dirigente também disse acreditar que Domenicali e o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, tomarão medidas para proteger as pessoas que precisarem viajar caso a situação se torne mais perigosa. O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, também demonstrou confiança na organização da FIA e da Fórmula 1, embora tenha afirmado que a equipe respeitaria a decisão de qualquer integrante que optasse por não viajar para a região dos conflitos.
