F1: Norris detalha ‘reviravolta’ da McLaren de P3 na Sprint para vitória no GP da Holanda

Lando Norris detalhou como ele e a McLaren conseguiram dar uma reviravolta para vencer o GP da Holanda da Fórmula 1, após terem ‘perdido o fogo’ na corrida Sprint.

Na prova do sábado, após ter largado da segunda colocação, o britânico terminou em terceiro após sofrer com o balanço do MCL40. Entretanto, na classificação de mais tarde, garantiu a pole-position e na disputa no domingo (23) em Zandvoort, conseguiu converter no segundo triunfo da temporada.

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Ao comentar sobre o espaço que esse triunfo ocupa em sua coleção de conquistas, o campeão de 2025 da Fórmula 1 detalhou como conseguiu salvar seu final de semana após a Sprint decepcionante. “[Classifico essa vitória] muito bem, pelo fato de ter sido uma conquista muito batalhada em vários aspectos e, mais do que isso, pela reviravolta do sábado para o domingo. Fiquei bastante decepcionado [no sábado]; ver o quanto sofremos na Sprint meio que tirou um pouco do meu ânimo. Sei que é apenas uma Sprint, mas cada ponto conta e nós realmente não tínhamos ritmo”, disse.

“Eu não tinha aquele algo a mais que me dava vida dentro do carro. Na noite de sábado, trabalhamos muito, muito duro. Passei bastante tempo com meus engenheiros para entender o que poderíamos fazer melhor: como forçar mais, como poupar melhor os pneus e como fazer tudo de uma maneira melhor do que eu vinha fazendo e melhor do que todos os outros. E certamente acredito que consegui fazer isso. Então, tirando a largada, foi uma corrida de altos e baixos, porque o início, o primeiro stint, foi bem ruim e meio que me lembrou a Sprint; mas colocamos os pneus duros, as coisas ganharam vida e a corrida realmente começou a vir a meu favor.”

Race winner Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team celebrates on the podium.
Foto: XPB Images

“É simplesmente a consciência de ser capaz de vencer. Eu não tinha isso [na Sprint]. Eu não achava que tínhamos ritmo para vencer, ou melhor, não tínhamos ritmo para vencer, e isso não me dava muita esperança para a corrida, mesmo com a pole position; e certamente não depois da primeira volta, tendo perdido posições na largada e com o desempenho do primeiro stint”, seguiu.

“Mas sei que, quando o carro me entrega o que eu quero, e somado a isso, quando estou pilotando no nível atual, posso vencer corridas. E foi exatamente isso que aconteceu: no primeiro stint, eu não tinha o que queria do carro. Colocamos os pneus duros, fomos um pouco mais agressivos na forma como queríamos abordar aquele trecho da corrida, demos a volta por cima e senti no carro exatamente o que eu queria. Passei de uma sensação de que não venceria a corrida para pensar: ‘pelo menos podemos forçar o [Antonelli] a cometer erros’.”

“Ele começou a errar muito mais quando eu estava logo atrás. Forçamos a Mercedes a tomar uma atitude em relação à estratégia. Isso nos deu margem para atacar e estender o stint; então, é assim: quando consigo o que preciso do carro, quando tenho a dianteira como quero, quando tenho confiança na traseira nas entradas de curva, quando finalmente obtenho o necessário para conhecer e prever cada curva, aí sim eu vou vencer uma corrida. Mas, se não tenho isso, como aconteceu no primeiro trecho, por exemplo, então não há muito o que eu possa fazer”, concluiu.