F1: McLaren vai fazer estreia de asa dianteira para 2027 no GP do Brasil

A McLaren levará ao GP do Brasil de Fórmula 1 no próximo final de semana, uma atualização para o MCL40 que inclui uma nova concepção de asa dianteira, prevista para ser aproveitada no carro da equipe na temporada 2027. O pacote também terá mudanças na asa traseira e em componentes do assoalho, dentro do programa de desenvolvimento do modelo atual.

Essa atualização chega em um momento em que a equipe britânica tenta recuperar terreno na disputa por desempenho. Apesar de ter dado um salto após as mudanças introduzidas na Hungria, quando Lando Norris venceu aquela etapa e também a corrida seguinte, em Zandvoort, a McLaren perdeu posições na ordem de forças nas provas posteriores. As novidades levadas a Baku e Austin ainda não foram suficientes para reverter essa tendência.

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Peter Prodromou, diretor técnico de aerodinâmica da equipe, explicou que o objetivo é melhorar o carro nas etapas restantes, e ao mesmo tempo, preparar a transição para o próximo projeto: “Temos algumas atualizações chegando ao carro na asa dianteira, na asa traseira e em alguns componentes do assoalho, como parte do nosso ciclo normal de desenvolvimento. O objetivo é recuperar terreno, melhorar nosso desempenho nas corridas restantes e ganhar impulso para o próximo ano”, afirmou.

O dirigente também destacou a escolha de Interlagos para a estreia das peças. Segundo ele, o circuito paulista tem sido favorável à McLaren e oferece características representativas para avaliar os efeitos das mudanças. Prodromou acrescentou que o novo conceito da asa dianteira deve fazer parte da configuração inicial do carro de 2027, embora o aprendizado obtido com todo o pacote também seja aproveitado no desenvolvimento do próximo modelo.

Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team MCL40.
Foto: XPB Images

A atualização, porém, não representa apenas uma preparação para o futuro. A McLaren ainda busca terminar o campeonato na terceira posição entre os construtores, mas está 17 pontos atrás da Red Bull Racing. A diferença ganhou dimensão nas últimas cinco etapas, período em que a equipe marcou 59 pontos, contra 152 da rival.

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Norris terminou o GP da Cidade do México em quinto, a 12 segundos do vencedor Max Verstappen, mas não acredita que o resultado signifique uma recuperação definitiva. O britânico avaliou que o desempenho ainda deve ser limitado em circuitos nos quais a McLaren teve dificuldades, citando Baku como exemplo.

“Se olharmos para Baku e outras coisas, acho que ainda teremos dificuldades em termos de ritmo. Então, precisamos melhorar muito o carro em determinados circuitos e em algumas áreas”, comentou Norris. O piloto britânico afirmou que o resultado no México foi positivo, porque a pista favoreceu o MCL40, mas ressaltou que a equipe não pode depender de esperança ou sorte para alcançar um desempenho melhor.

“Sabemos o que precisamos melhorar, só leva tempo, e espero que possamos ter um dia melhor no Brasil”, concluiu o britânico.