A McLaren atribuiu parte do desempenho de Lando Norris na classificação do GP do Brasil de Fórmula 1, neste sábado (7), aos avanços proporcionados pelas atualizações introduzidas no MCL40. O britânico conquistou a pole-position em Interlagos pela terceira temporada consecutiva, enquanto o chefe da equipe, Andrea Stella, destacou que as novidades aerodinâmicas estão entregando os resultados esperados, embora a Mercedes ainda represente uma ameaça.
Norris registrou 1min27s470 no Q3, garantindo sua 20ª pole na carreira e a quarta da McLaren na temporada 2026. A sessão foi marcada por chuva intensa, uma longa interrupção e mudanças constantes nas condições da pista. O piloto conseguiu estabelecer sua melhor volta antes de uma nova pancada de chuva impedir qualquer melhora nos minutos finais.
“Foi uma classificação muito complicada, com as condições mudando o tempo todo. A prioridade era manter a calma, entender como os pneus e o carro estavam atingindo a temperatura ideal e evitar erros. Eu me senti confiante na chuva desde o Q1 e estou satisfeito por termos conseguido completar a volta quando realmente importava”, afirmou Norris.
Apesar da pole, o britânico reconheceu que a McLaren ainda precisa evoluir em determinadas condições. “É uma pista de que gosto, mas sabemos que não tivemos o ritmo da Mercedes no seco, e hoje o carro não pareceu tão forte quanto no início do fim de semana. Hoje sentimos que tínhamos mais velocidade na chuva e com os intermediários”, explicou.

Stella confirmou que o pacote de atualizações levado ao Brasil apresentou resultados positivos nas três sessões de treinos livres. “Fizemos um esforço significativo para trazer um pacote de atualizações para o Brasil e, pelo que vimos nas três sessões de treinos livres, elas estão proporcionando o ganho de desempenho que esperávamos. Evoluímos, embora isso não signifique que, de repente, tenhamos o carro mais rápido”, avaliou.
Do outro lado da garagem, Oscar Piastri não conseguiu avançar ao Q3 e terminou a classificação em 12º, garantindo a décima posição no grid após as penalidades aplicadas a outros pilotos. O australiano foi prejudicado pela bandeira vermelha provocada pelo acidente de Rafael Câmara, da Haas, quando ainda tinha a possibilidade de melhorar seu tempo. Stella lamentou a eliminação e ressaltou que a decisão sobre o momento de trocar os pneus de chuva extrema pelos intermediários foi especialmente difícil.
Para a corrida de domingo, a McLaren espera uma disputa imprevisível, tanto pelas condições meteorológicas quanto pelas mudanças na ordem de largada. “A corrida de amanhã estará completamente aberta, com um grid muito diferente do habitual devido à combinação da classificação molhada e das várias penalidades. As condições climáticas terão um papel decisivo, e será fundamental não cometer erros e reagir corretamente ao que acontecer na pista”, afirmou Stella.
Com Norris na pole e Piastri largando em décimo, a equipe pretende aproveitar as oportunidades para conquistar pontos importantes no Mundial de Construtores, encerrando o fim de semana brasileiro com um resultado que confirme a evolução apresentada pelo MCL40.
