Helmut Marko, ex-consultor da Red Bull Racing na Fórmula 1, investiu em uma empresa austríaca que desenvolve uma tecnologia de inteligência artificial capaz de transmitir mensagens pessoais após a morte de seus autores. A proposta da Lebensstimmen, que atua internacionalmente como Words That Remain, inclui a possibilidade de uma pessoa se dirigir a familiares e amigos durante o próprio funeral por meio de um avatar digital.
O projeto foi apresentado oficialmente em Viena, em 20 de outubro, durante uma coletiva que reuniu Marko, os fundadores da empresa e o padre da catedral Toni Faber. A iniciativa pretende ir além do armazenamento de gravações, permitindo que cada usuário determine quem poderá receber suas mensagens e em quais circunstâncias elas serão disponibilizadas.
Entre os recursos em desenvolvimento, estão avatares gerados por IA capazes de transmitir mensagens gravadas e preparadas antes da morte. A plataforma também pretende preservar lembranças pessoais para que futuras gerações possam receber conteúdos deixados por parentes que já morreram.
A empresa trabalha ainda em mecanismos jurídicos e técnicos para proteger esse material sensível. O valor investido por Marko não foi divulgado, e a Lebensstimmen tem como objetivo lançar internacionalmente o serviço nos três primeiros meses de 2027.

Explicando seu envolvimento nesse projeto, o austríaco de 83 anos destacou tanto a aplicação da inteligência artificial quanto o potencial comercial da iniciativa: “Este projeto está utilizando uma tecnologia muito nova, principalmente IA. Portanto, oferece uma oportunidade muito singular para as últimas vontades e também a possibilidade de que a pessoa falecida fale pessoalmente em seu funeral”, afirmou.
Marko também demonstrou confiança na capacidade de expansão da empresa e destacou a importância da preparação técnica e jurídica: “Ela está cercada de especialistas, muito bem preparados e treinados tanto no aspecto técnico quanto no jurídico. Vejo um mercado mundial”, acrescentou.
O ex-piloto, vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1971, relacionou a proposta à busca por inovação no automobilismo: “O automobilismo nunca foi deixado ao acaso, ele foi aprimorado pela coragem de utilizar consistentemente novas tecnologias em benefício das pessoas. Essa é exatamente a atitude que reconheço na Lebensstimmen”, concluiu o ex-dirigente da Red Bull.
