F1: Lawson admite erro na classificação e prevê caos com chuva no Brasil

Liam Lawson acredita que um erro cometido no Q3 o impediu de disputar uma posição ainda melhor na classificação do GP do Brasil de Fórmula 1, neste sábado (7), em Interlagos. O piloto da Racing Bulls terminou a sessão em quinto, mas largará em terceiro no domingo, beneficiado pelas punições de George Russell e Charles Leclerc.

A terceira posição iguala o melhor lugar de largada da carreira do neozelandês, alcançado anteriormente no GP do Azerbaijão de 2025. Apesar disso, Lawson deixou claro que o resultado poderia ter sido melhor e assumiu a responsabilidade por não conseguir aproveitar todo o potencial do carro nas condições de pista molhada.

Faça o F1Mania.net sua fonte preferida de notícias no Google e também no Google Discover.

Em entrevista à imprensa, incluindo o F1MANIA.NET, Lawson explicou que a Racing Bulls acertou ao escolher os pneus intermediários durante o Q2, decisão que ajudou a equipe a conquistar uma posição competitiva. O problema apareceu na fase decisiva, quando ele calculou mal a distância para Fernando Alonso, da Aston Martin.

“Acho que tínhamos uma boa chance e um carro muito forte, então acertamos muito na decisão de colocar os intermediários no Q2. Foi provavelmente isso que nos colocou lá na frente inicialmente, mas no Q3 acho que tínhamos uma boa chance de brigar com os primeiros, só que não deixei uma distância grande o suficiente. A culpa foi minha”, reconheceu.

Liam Lawson (NZL) Racing Bulls Formula One Team VCARB 03.
Foto: XPB Images

Lawson contou que acabou se aproximando demais de Alonso durante sua primeira volta rápida, comprometendo a sequência de tentativas. Com a pista oferecendo pouca aderência, o piloto precisou abandonar sua última volta, justamente aquela que considerava ter maior potencial, antes de a chuva aumentar novamente.

Siga o F1Mania.net e receba as últimas notícias da Fórmula 1 pelo WhatsApp.

“Esses carros têm muita potência e pouca aderência, então você fica escorregando. É uma pena, porque deixei uma distância para Fernando, mas acabei alcançando-o demais na primeira volta. Depois precisei abortar a última volta, que provavelmente teria sido a ideal, e então começou a chover”, explicou.

Mesmo frustrado com a oportunidade perdida, o neozelandês reconheceu a vantagem proporcionada pelas penalidades dos adversários.

“Mas ganhamos algumas posições [por causa das punições], então largamos de um bom lugar. Eu não me classifiquei em terceiro, me classifiquei em quinto. Ainda assim, é uma boa posição para largar e vou aceitar essas duas posições, mas, como piloto, você sempre quer aproveitar tudo ao máximo”, afirmou.

Liam Lawson (NZL) Racing Bulls Formula One Team VCARB 03.
Foto: XPB Images

Para domingo, Lawson demonstrou preocupação com a possibilidade de uma corrida disputada sob chuva intensa. O piloto acredita que condições semelhantes às encontradas nos momentos mais difíceis da classificação podem provocar novas interrupções.

“Quando chove, o problema é que chove tão forte que você praticamente não consegue pilotar. Houve um período na classificação em que tivemos bastante sorte, porque as condições ficaram constantes, mas, se estiver como antes da classificação, não dá realmente para correr”, avaliou.

“Então, se chover durante a corrida, teremos algumas bandeiras vermelhas”, acrescentou.

Lawson também relatou que as condições no início da sessão estiveram próximas do limite de segurança, especialmente pelo risco de aquaplanagem.

“Quando começamos, estava extremamente complicado e definitivamente estávamos forçando os limites. Gosto do fato de estarmos na pista, e não na garagem. Foi arriscado, mas não houve acidente. Só que, no começo, estava realmente no limite, porque havia muita aquaplanagem”, concluiu.