F1 hoje: McLaren ameaça Mercedes e Ferrari vive contraste

A segunda-feira da Fórmula 1 foi marcada pelo alerta de que a McLaren pode mudar a disputa na segunda metade da temporada, além do contraste cada vez maior entre Lewis Hamilton e Charles Leclerc na Ferrari. Max Verstappen falou sobre a despedida de Zandvoort, enquanto Carlos Sainz reconheceu que os problemas da Williams atrasaram o projeto da equipe.

Johnny Herbert apontou a McLaren como a principal preocupação para Kimi Antonelli e a Mercedes depois da pausa. A equipe alemã venceu oito das 11 corridas até agora, mas o ex-piloto considera que o salto apresentado pela McLaren, especialmente no GP da Hungria, pode representar uma mudança importante. Antonelli lidera o Mundial com 50 pontos de vantagem sobre Hamilton.

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O crescimento da McLaren também foi relacionado a uma transformação interna. O diretor de corrida Randeep Singh explicou que a liderança de Zak Brown e Andrea Stella criou um ambiente sem “cultura de culpa”, no qual erros são analisados como parte do processo de evolução. Segundo ele, essa postura deu mais liberdade aos integrantes da equipe para tomarem decisões em áreas de alta pressão, como a estratégia.

Na Ferrari, Emerson Fittipaldi apontou um fator pouco mencionado para explicar a recuperação de Hamilton em 2026. O bicampeão destacou que os carros menores e com menos pressão aerodinâmica valorizam o controle e a sensibilidade do piloto, características que, em sua avaliação, favorecem o heptacampeão. Hamilton ocupa a vice-liderança e já venceu pela Ferrari em Barcelona.

F1 hoje: McLaren ameaça Mercedes e Ferrari vive contraste
Foto: Lucas Miranda / F1MANIA.NET

Enquanto isso, Charles Leclerc voltou a ser tema de debate. Otmar Szafnauer defendeu que a Ferrari não pressione o monegasco com uma conversa específica sobre seu desempenho e afirmou que o melhor caminho seria oferecer apoio. O ex-chefe da Alpine também avaliou que Leclerc conseguiu se aproximar de Hamilton nas últimas duas etapas, apesar de ainda aparecer atrás do britânico no campeonato.

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Na Williams, Sainz admitiu que a queda de competitividade em 2026 atrasou em “um ou dois anos” o plano de voltar a vencer, enquanto Alexander Albon explicou que a equipe tem trabalhado para solucionar vários problemas menores no carro. Os dois assuntos ganharam peso após um começo de temporada bem abaixo das expectativas criadas pelo quinto lugar entre os construtores em 2025.

Verstappen também começou a olhar para a retomada do campeonato. O holandês lamentou que o GP da Holanda deixará o calendário após 2026 e se prepara para aquela que pode ser sua última corrida de F1 em casa em Zandvoort. Ele venceu três das cinco edições realizadas desde o retorno da etapa em 2021 e esteve no pódio em todas elas.

Antonelli, por fim, revelou uma faceta mais agressiva de sua personalidade ao explicar que se transforma quando fecha a viseira. O líder do campeonato disse que seu “instinto de matar entra em ação”, embora tenha ressaltado que agressividade precisa vir acompanhada de inteligência para saber quando atacar e quando preservar um resultado.