A segunda-feira (26) da Fórmula 1 foi marcada pelos desdobramentos do GP dos Estados Unidos e pela rápida mudança de foco para o México. Kimi Antonelli está a apenas dois pontos de conquistar seu primeiro título mundial, enquanto a Mercedes também poderá ter sua primeira chance matemática de assegurar o Mundial de Construtores. Red Bull, McLaren e Ferrari, por outro lado, deixaram Austin com questões importantes para resolver.
Antonelli chega à Cidade do México com 365 pontos, 123 de vantagem sobre George Russell, segundo colocado com 242. Depois da nona vitória na temporada, o italiano precisa de apenas dois pontos para garantir o campeonato e pode encerrar a disputa com quatro etapas de antecedência. A Mercedes também lidera com folga entre as equipes: soma 607 pontos contra 474 da Ferrari, embora precise ampliar a vantagem para 172 no México para conquistar antecipadamente o título de Construtores.
Na Red Bull, as explicações para o terceiro lugar de Max Verstappen em Austin continuaram surgindo. Laurent Mekies revelou que o RB22 atingiu detritos por volta da oitava volta e sofreu danos, agravando problemas de equilíbrio e aumentando a degradação dos pneus. O próprio Verstappen também criticou a estratégia de dois stints com Macios antes da troca para Médios, dizendo que essa sequência não havia sido combinada previamente. Para completar, a equipe ainda tenta descobrir a origem das falhas de rádio que afetaram tanto o holandês quanto Isack Hadjar.
A situação também foi complicada para a McLaren. Oscar Piastri terminou apenas em sétimo, 20 segundos atrás de Lando Norris, e descreveu as dificuldades para extrair desempenho do MCL40 como uma espécie de retrato da temporada. O australiano ampliou para 15 corridas sua sequência sem pódios e admitiu que conseguia encontrar rendimento em alguns momentos, mas tinha dificuldade para repeti-lo de forma consistente.

Na Ferrari, Lewis Hamilton já direciona parte da atenção para 2027. O britânico afirmou que participa das discussões com os engenheiros sobre chassi e aerodinâmica do próximo carro e também apontou a unidade de potência como uma área que precisa avançar. A equipe saiu de Austin com Charles Leclerc em segundo e Hamilton em quarto, resultado que mostrou competitividade, mas ainda insuficiente para impedir nova vitória da Mercedes.
Fora das disputas imediatas entre as equipes, outra notícia importante envolveu o futuro dos pneus da F1. A Bridgestone estaria avaliando uma nova tentativa de retornar à categoria e teria enviado representantes aos GPs de Singapura e dos Estados Unidos. A fabricante japonesa busca apresentar uma proposta mais competitiva do que em 2023, mas uma eventual mudança de fornecedora só poderia acontecer a partir de 2029.
Assim, a Fórmula 1 deixa definitivamente Austin com Antonelli muito próximo do título e já entra na semana do GP da Cidade do México. Enquanto a Mercedes pode transformar sua temporada dominante em duas conquistas antecipadas, as rivais chegam à próxima etapa pressionadas a entender problemas que ficaram evidentes no fim de semana dos Estados Unidos.
