Lewis Hamilton deixou o GP do México de Fórmula 1, com uma cobrança à Ferrari após o incidente com Charles Leclerc na primeira volta. Inconformado com a penalidade de apenas cinco segundos aplicada ao companheiro de equipe, o britânico afirmou que o episódio custou a vitória e falou sobre conversas sérias nos bastidores.
A controvérsia aconteceu quando os dois pilotos disputavam posição lado a lado. Leclerc passou pela grama durante a manobra e conseguiu avançar, mas recebeu cinco segundos de penalidade. A situação também favoreceu Max Verstappen, que ultrapassou Hamilton e posteriormente assumiu a liderança, vencendo a corrida.
O britânico havia largado na pole position e caiu para terceiro ainda na saída da curva 5. Depois da bandeira vermelha, causada pelo acidente de Valtteri Bottas da Cadillac, o heptacampeão aproveitou a relargada para recuperar terreno, ultrapassou Leclerc e terminou em segundo lugar. Verstappen, porém, não foi alcançado.
Mas o principal motivo da revolta de Hamilton, foi a diferença entre a penalidade aplicada ao monegasco e uma penalidade que ele próprio recebeu em circunstância semelhante na temporada passada. O piloto britânico lembrou que o assunto havia sido discutido no briefing dos pilotos.

“No briefing dos pilotos, discutimos que, assim que você sair da pista na curva 1, precisa devolver a posição. No ano passado, recebi uma punição de dez segundos pela mesma manobra que ele fez”, afirmou Hamilton.
O britânico não escondeu a insatisfação com a decisão e cobrou uma avaliação interna da Ferrari sobre a situação: “Mas no fim das contas, foi isso que nos fez perder a vitória hoje. Acho que precisamos ter conversas sérias nos bastidores, com certeza”, acrescentou.
Apesar da frustração, Hamilton também reconheceu o trabalho da Ferrari na evolução do carro, e destacou que a equipe utilizou uma unidade de potência antiga durante o fim de semana no México. O segundo lugar garantiu pontos importantes, embora não tenha representado o resultado que esperava.
Hamilton ainda reservou parte de sua entrevista para parabenizar Kimi Antonelli, terceiro colocado na corrida e novo campeão mundial de Fórmula 1. O britânico elogiou a conquista do jovem italiano e também o sucesso da Mercedes, sua antiga equipe.
