A sessão de classificação do GP do México de Fórmula 1, terminou para a Haas com Oliver Bearman em 15º e Ryō Hirakawa em 19º, mas a equipe acredita que tinha condições de alcançar resultados melhores. Bearman perdeu a chance de avançar mais no grid após cometer um erro no Q2, enquanto Hirakawa enfrentou tráfego em sua última tentativa no Q1.
O time também precisou lidar com dificuldades para encontrar o acerto do carro ao longo do fim de semana. Apesar das posições de largada, os comentários dos pilotos e do chefe Ayao Komatsu indicam confiança no ritmo apresentado para a corrida.
Bearman explicou que a sessão de classificação foi positiva diante dos problemas enfrentados no TL3, quando o carro não apresentou o funcionamento esperado. Segundo ele, a Haas conseguiu recuperar o desempenho a tempo, mas a falta de continuidade nas sessões prejudicou sua preparação.
“Foi uma boa sessão, honestamente, considerando o que aconteceu no TL3, quando chegamos com um carro que simplesmente não estava funcionando. Levando isso em conta, acho que fizemos um bom trabalho, o carro estava muito bom”, afirmou.
O britânico chegou a construir uma volta promissora no Q2, mas errou na curva 12. Ele também destacou a dificuldade de encontrar referências quando as sessões de treinos são interrompidas ou prejudicadas por problemas.
“É difícil porque o carro é rápido, mas simplesmente não conseguimos fazê-lo ser rápido em todas as sessões. Isso torna complicado levar o carro ao limite de forma consistente”, explicou Bearman, que espera ganhar algumas posições na corrida deste domingo.

Do outro lado da garagem, Hirakawa, que substituiu de forma inesperada Esteban Ocon, que ao que tudo indica foi dispensado pela Haas, teve pouco tempo para se preparar depois de ser chamado de última hora. O japonês conseguiu disputar o Q1, mas o tráfego nas curvas de alta velocidade comprometeu sua última volta rápida.
“Estou aqui como piloto reserva e estou sempre pronto. Sonhei com isso, e hoje esse sonho se tornou realidade, pois vou disputar a corrida no domingo”, disse ele. O piloto reconheceu que ainda tem bastante trabalho pela frente antes da prova, mas demonstrou entusiasmo com a oportunidade.
Komatsu avaliou que Hirakawa fez um bom trabalho diante das circunstâncias e poderia ter ficado próximo de uma vaga no Q2 sem o tráfego. Sobre Bearman, o dirigente reconheceu que a equipe não conseguiu aproveitar todo o potencial do carro, especialmente depois de perder as referências construídas no TL1.
A Haas também enfrentou trocas de unidade de potência nos dois dias, mas segundo Komatsu, conseguiu realizar o trabalho sem perder nenhuma sessão. Para a corrida, a equipe pretende atacar e recuperar o maior número possível de posições.
