F1: Haas admite erro em Mônaco, mas afirma que asa ilegal não trazia vantagem

A Haas reconheceu o erro que causou a desclassificação de seus carros no GP de Mônaco de Fórmula 1. Porém, o chefe da equipe, Ayao Komatsu, afirmou que a asa traseira irregular não dava nenhum ganho de performance.

Depois de conquistar o 12º e o 15º tempos na sessão de classificação, Nico Hulkenberg e Kevin Magnussen foram punidos com a última posição no grid de largada por descumprimento das regras do DRS. A fiscalização detectou que ambos os carros da Haas ultrapassavam o limite de 85mm na abertura da asa.

Komatsu esclareceu que, apesar de não haver vantagem de performance, a punição foi justa. “Não houve ganho de performance, absolutamente nenhum, mas esse não é o ponto”, disse Komatsu, citado pelo Autosport. “O carro precisa ser legal. Simplesmente temos que aceitar isso como uma falha da equipe, aprender com o erro e garantir que não aconteça novamente.”

O erro aconteceu devido à falta de comunicação entre a equipe de design e a equipe de pista da Haas. Uma nova asa traseira foi introduzida para o circuito de Mônaco, com inclinações nas extremidades que precisavam ser levadas em consideração na hora de ajustar o DRS.

“Se os projetistas tivessem deixado bem claro que a intenção do projeto era um pouco diferente das asas usadas anteriormente, precisando de uma verificação específica, teria ajudado”, afirmou Komatsu.

“Por outro lado, mesmo com outras informações, a equipe de pista deveria ter checado toda a superfície legal da asa. Para o projetista, a asa era legal, só tinha um perfil diferente. Ele deveria ter se questionado: ‘Será que preciso comunicar isso para que as outras pessoas entendam?’,” questionou o chefe da equipe.

Komatsu continuou: “Para a equipe de pista, se o destaque tivesse sido feito, teria ajudado. Mas mesmo sem isso, com uma asa traseira totalmente nova, não se pode presumir nada. É preciso checar cada detalhe legal. É isso que deveríamos ter feito. Houve um pouco de complacência e suposição, sem pensar: ‘Ok, essa é uma nova asa, pode ser diferente’. Precisamos melhorar o trabalho em equipe.”

O erro na sessão de classificação não foi o único problema da Haas em Mônaco. O toque de Magnussen com Sergio Perez na primeira volta causou um acidente triplo que envolveu também Hulkenberg, resultando em um abandono duplo da equipe logo no início da corrida.

Com o resultado em branco em Mônaco, a Haas soma apenas sete pontos na temporada e ocupa a sétima colocação no Mundial de Construtores.