F1: FIA diz que falta de acordo entre fabricantes impediu mudanças nos motores de 2026

A FIA afirmou que os problemas vistos com os motores da Fórmula 1 em 2026, já eram previstos, mas explicou que não conseguiu alterar o regulamento antes da estreia das novas unidades de potência. Segundo Nikolas Tombazis, chefe de monopostos da entidade, as mudanças dependiam da aprovação dos fabricantes, algo que não aconteceu.

Desde o início da atual temporada, pilotos e fãs têm muito criticado o atual regulamento, especialmente pela divisão de potência de 50% entre o motor a combustão e 50% da energia elétrica, que aumentou a importância do gerenciamento da bateria. Como consequência, os carros passaram a perder velocidade nas retas quando a carga elétrica se esgota, situação que gerou críticas ao longo do campeonato.

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Tombazis rebateu as críticas de que a FIA não teria antecipado esses problemas. Segundo ele, a entidade já esperava esse cenário, mas estava limitada pelas regras de governança do regulamento técnico: “Qualquer mudança precisava ser aprovada por um número significativo de fabricantes de unidades de potência. Para as alterações que discutimos, precisávamos que pelo menos quatro deles concordassem. Simplesmente, quatro não concordaram durante os anos em que debatemos esses ajustes”, afirmou.

F1 2024, Fórmula 1, GP do Catar, Lusail
Foto: XPB Images

O dirigente explicou que o sistema foi criado para garantir igualdade entre todos os fabricantes, inclusive aqueles que ainda não competiam na Fórmula 1 durante o desenvolvimento do regulamento. Como exemplo, citou a Audi, destacando que seria injusto permitir que uma empresa fora do grid investisse muito mais do que as demais antes da entrada oficial na categoria.

“Eles não poderiam chegar e dizer: ‘Como ainda não estamos competindo, podemos gastar cinco vezes mais dinheiro’. Isso seria injusto”, explicou Tombazis. Ele acrescentou que o acordo de governança obriga todos os fabricantes a seguir as mesmas regras financeiras e operacionais, mas também limita o poder da FIA de promover mudanças unilaterais.

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A FIA promoveu ajustes a partir do GP de Miami para reduzir parte dos efeitos do chamado ‘superclipping’, e já existe um plano para alterar gradualmente a divisão de potência para 60% do motor a combustão e 40% da parte elétrica até 2028, Tombazis indicou que as alterações mais profundas seguiram bloqueadas pela falta de consenso entre os fabricantes envolvidos no processo decisório.