F1: Dados expõem problema da Cadillac no primeiro semestre

A saída de Graeme Lowdon do comando da Cadillac, colocou em evidência o ritmo de evolução da equipe em sua temporada de estreia na Fórmula 1. Uma análise dos primeiros onze GPs realizados este ano, mostra que o desempenho em sessões de classificação melhorou ligeiramente, mas o ritmo de corrida apresentou uma tendência oposta.

O CEO da Cadillac, Dan Towriss, afirmou que a substituição de Lowdon por Marcin Budkowski, aconteceu antes do planejado, embora a relação entre ele e Lowdon tenha terminado de forma amistosa. Segundo Towriss, a equipe precisava de uma visão mais clara para o futuro e também de uma evolução compatível com as ambições dos proprietários, no caso a General Motors (GM).

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“É realmente sobre ter uma visão clara do que estamos construindo no futuro, o ritmo de progresso e garantir que isso corresponda às ambições dos proprietários”, afirmou Towriss. Para avaliar esse argumento, foram comparados os melhores tempos nas sessões de classificação e os ritmos de corrida da Cadillac, com os líderes das onze primeiras etapas da temporada.

A equipe começou o ano na Austrália 5,21% atrás da pole na sessão de classificação e 5,43% distante do melhor ritmo de corrida. Nas seis primeiras etapas, entre Austrália e Mônaco, o déficit médio em classificação foi de 4,75%, enquanto o ritmo de corrida ficou 4,10% atrás da referência.

Dan Towriss (USA) Cadillac F1 Team and TWG Motorsports CEO.
Foto: XPB Images

Nas cinco etapas seguintes, de Barcelona à Hungria, a Cadillac reduziu seu déficit médio em classificações para 4,02%. O avanço, porém, não se repetiu nas corridas, com a diferença aumentando para 4,56%. A etapa da Áustria não entrou na comparação porque os dois carros abandonaram após poucas voltas devido a um problema nos freios.

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Alguns resultados pontuais indicaram evolução, como o déficit de apenas 3,32% para a pole no GP da Bélgica e o ritmo de corrida 3,29% inferior ao melhor registrado no GP da Inglaterra. Ainda assim, a análise aponta que esses resultados não formaram uma tendência consistente. O contraste com a Aston Martin também foi considerado significativo, já que a equipe teria reduzido quase pela metade seu déficit após uma única atualização, enquanto as mudanças da Cadillac não produziram ganho semelhante.

Nesse cenário, a análise considera compreensível a decisão de recorrer a Budkowski para substituir Lowdon, diante da necessidade de aumentar o ritmo de desenvolvimento da equipe, o mais rapidamente possível.