A previsão de chuva pode transformar completamente as estratégias das equipes para o GP do Brasil de Fórmula 1, disputado neste domingo (8), em Interlagos. Embora as simulações indiquem que duas paradas nos boxes sejam a alternativa mais rápida em pista seca, a possibilidade de precipitação durante a corrida coloca a escolha dos pneus e o momento das trocas entre os principais fatores para o resultado.
Entre 14h e 16h, horário de Brasília, a probabilidade de chuva é de 60%, com expectativa de precipitação mais constante e menos intensa do que a registrada durante a classificação de sábado. Esse cenário aumenta a importância das decisões sobre a transição entre pneus de chuva extrema, intermediários e de pista seca. Um erro de apenas uma ou duas voltas na escolha do momento da troca poderá provocar uma perda significativa de tempo.

Caso a pista permaneça seca, a estratégia considerada mais rápida é começar com pneus macios, passar para médios e retornar aos macios, realizando paradas entre as voltas 17 e 23 e entre as voltas 42 e 48. A alternativa ganhou força após os treinos de sexta-feira, quando o composto C5 apresentou bom desempenho nas simulações de corrida. “É um composto muito bom. Nas simulações longas de sexta-feira, ele proporcionou mais aderência em comparação com os pneus mais duros, então esperamos que possa ser um pneu muito bom para a corrida de domingo, ainda mais considerando as temperaturas mais baixas previstas”, explicou Simone Berra, engenheiro-chefe da Pirelli.

As equipes também consideram combinações que incluem os pneus duros, especialmente para pilotos que precisam recuperar posições, como George Russell, Max Verstappen, Lewis Hamilton e Charles Leclerc. A maior consistência desse composto pode favorecer estratégias alternativas, enquanto paradas antecipadas poderão ajudar a evitar o tráfego. Já a opção de apenas uma troca é considerada aproximadamente dez segundos mais lenta em uma corrida sem interrupções, embora possa se tornar interessante caso haja uma intervenção do Safety Car.
O histórico recente de Interlagos demonstra a variedade de possibilidades. Em 2025, Lando Norris venceu com duas paradas, utilizando pneus médios, macios e médios, enquanto Kimi Antonelli terminou em segundo com macios, médios e médios. Max Verstappen adotou três paradas, ao passo que Liam Lawson e Nico Hülkenberg conseguiram resultados entre os dez primeiros com apenas uma troca de pneus.

Com Norris largando da pole-position, Antonelli em segundo e um grid bastante alterado pelas punições aplicadas a diversos pilotos, as equipes terão diferentes oportunidades estratégicas. Entretanto, se a previsão de chuva se confirmar, as simulações para pista seca poderão perder relevância rapidamente, tornando a leitura das condições da pista e a precisão nas decisões dos boxes ainda mais importantes.
