Oliver Bearman encerrou o GP da Hungria frustrado e classificou a etapa no Circuito de Hungaroring como seu “pior fim de semana do ano”. O piloto britânico da Haas afirmou que chega ao intervalo da Fórmula 1 sem a confiança que havia construído nas últimas corridas.
Bearman terminou a prova na última posição entre os pilotos que completaram a corrida, duas voltas atrás do vencedor, Lando Norris. Antes disso, ele já havia enfrentado dificuldades na classificação, sendo eliminado no Q1 e largando atrás da Aston Martin de Fernando Alonso, situação que, segundo ele, “doeu”.

Durante a corrida, o britânico ainda recebeu uma penalidade de cinco segundos por ignorar bandeiras azuis enquanto Isack Hadjar tentava ultrapassá-lo para colocá-lo uma volta atrás. Bearman explicou que problemas no sistema de GPS de Hungaroring dificultaram a identificação dos avisos.
“Definitivamente, foi o pior [fim de semana] do ano. Fico mal pela penalidade de bandeira azul com o Hadjar porque, honestamente, foi um pesadelo lá fora”, disse. “Basicamente, você passa pela parte interna do circuito, não tem tempo para olhar nos retrovisores e, praticamente, toda volta que eu dava, apareciam avisos de bandeira azul na tela.”
O piloto afirmou que os alertas não funcionaram corretamente durante a prova e que não teve intenção de atrapalhar outros competidores: “Nesta corrida, eles não estavam funcionando direito. Então, era difícil saber se a bandeira azul era para você, para o carro de trás, para o da frente ou o que quer que fosse. Então, obviamente, não foi por maldade.”
Ao analisar o desempenho do carro, Bearman disse que perdeu toda a confiança conquistada nas etapas anteriores e que voltou à estaca zero. “Foi um fim de semana horrível. Da primeira volta que dei até agora, não consegui encontrar confiança alguma, e é como se todo o progresso que fizemos nas últimas duas etapas tivesse sido apagado.”
O britânico também destacou a diferença entre o desempenho em Spa e na Hungria. “Eu não entendo como vamos para Spa e temos uma sensação tão competitiva e tanta confiança com o carro, e então chegamos aqui e o carro é um pesadelo absoluto de pilotar. Então, achamos que entendemos o porquê, e isso é importante, mas precisamos analisar tudo direito antes da próxima corrida.”
