A Aston Martin deixou o GP da Holanda do último domingo (23) com sentimentos opostos. Enquanto Fernando Alonso encontrou motivos para acreditar na evolução do AMR26, Lance Stroll expôs a principal preocupação da equipe de Adrian Newey: o desempenho e a consistência da unidade de potência atualizada da Honda.
A diferença entre os pilotos foi evidente. Alonso largou em 18º e terminou em nono após uma estratégia de duas paradas, segurando Pierre Gasly nos momentos finais. Mesmo com limitações de dirigibilidade, o espanhol considerou que a equipe deu mais um passo à frente.
O resultado ganhou importância porque Zandvoort era o primeiro grande teste da atualização de chassi e aerodinâmica introduzida em Hungaroring junto à nova especificação do motor Honda. No treino classificatório, porém, Alonso e Stroll foram eliminados no Q1.

Já 0 fim de semana de Stroll foi muito mais complicado. Largando em 19º, ele abandonou após danos iniciais deixarem o carro sem ritmo e deslizando pela pista. Após a classificação, o canadense afirmou que a evolução do motor Honda foi pequena e “longe de ser suficiente”. Ele elogiou o avanço do chassi em Budapeste, mas apontou potência e dirigibilidade como as próximas prioridades.
Stroll também relatou inconsistências no freio-motor e reduções de marcha rejeitadas, problemas que dificultam o uso consistente da unidade de potência.
Alonso, por sua vez, indicou que os próximos ganhos significativos dependem da Honda no Japão, seja pelo desenvolvimento de fábrica ou por alterações de software. Monza é apontada como o alvo para um novo avanço.
