F1: “As atuais equipes acham que somos um bando de caipiras”, disse Andretti

Michael Andretti afirmou que as atuais equipes da Fórmula 1 acreditam que sua empresa não passa de ‘um bando de caipiras’. Andretti tem equipes competindo na IndyCar, Indy NXT, IMSA e Fórmula E, com colaborações em outras categorias também.

Apesar disso, e do fato da Andretti ter tido grande sucesso nas inúmeras categorias em que compete atualmente, a proposta para ingressar na F1 em 2025 ou 2026 encontrou muita oposição das equipes atuais da categoria.

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Essa oposição decorre principalmente de preocupações sobre a diluição dos fundos de prêmios e o que a inclusão da Andretti na F1 fará para beneficiar a categoria. Michael Andretti, falando em um vídeo publicado pela Bloomberg Originals, admitiu surpresa com a escala da oposição.

“Temos que perceber no que estamos nos metendo”, disse ele. “Estamos entrando em muita política e coisas assim. É do jeito que é. E vamos apenas lidar com isso. Não pensei que seria tão difícil entrar na F1. Mas vamos provar nosso peso para entrar.”

A candidatura da Andretti já foi aprovada com sucesso pela FIA, sendo o próximo passo a aprovação da Formula One Management (FOM) por meio de um acordo comercial. Andretti não acredita que sua equipe seja nada além de um benefício para a F1, e acredita que quem está no paddock não percebe o potencial da equipe americana.

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“Em primeiro lugar, eles acham que somos um bando de caipiras aqui”, disse ele. “E que não sabemos o que estamos fazendo. Mas como temos muita experiência em corridas, podemos abordar isso de um ângulo diferente de todos os outros, e pode funcionar. Acreditamos que adicionar mais carros só vai ajudar a categoria. Sim, vai custar um pedaço do bolo, prêmios em dinheiro e outras coisas, mas sentimos que podemos trazer mais do que tiraremos do bolo”, acrescentou.

Andretti acredita que sua equipe será All-American, em contradição com a Haas. Em sua defesa, Andretti voltou sua atenção para a equipe Haas, que atualmente ocupa a última posição no Campeonato de Construtores. A Haas é o mais recente participante da F1 no grid atual, tendo ingressado na categoria em 2016, e a empresa do proprietário Gene Haas se considera a equipe americana da F1, embora com bases espalhadas por todo o mundo, não apenas em Kannapolis, Carolina do Norte, mas também em Banbury, Oxford e Maranello, Itália. A abordagem da Haas também faz com que a equipe faça uso de terceiros para dar vida à seus carros, utilizando motores da Ferrari.

“Eles não tinham infraestrutura, não podiam construir seu próprio carro”, disse Andretti sobre a abordagem da Haas. Andretti acredita que assumir a tarefa de construir seu carro do zero, será benéfico para a categoria, pois despertará maior interesse nos EUA.

“Temos que construir nosso próprio carro”, disse ele. “E se você viu como isso é importante… quero dizer, é um grande, grande empreendimento. Existem documentos, e provavelmente são, não sei, 500 páginas de material. Na IndyCar você compra o carro e já vai para a pista, enquanot na F1 você está literalmente construindo um carro do zero.”

“Acho que ter uma verdadeira equipe americana, com um piloto americano, um carro construído aqui nos EUA e um motor americano construído aqui. Quer dizer, acho que isso vai criar muito interesse para o público nos EUA”, acrescentou.

E o trabalho já começou, com a equipe Andretti tendo trabalhado em um projeto de especificação de 2023 para rodar em simulações de túnel de vento, e o tão falado apoio da General Motors e da Cadillac promete uma unidade de potência americana para mais adiante.

Andretti também está confiante de que sua equipe será competitiva se receber autorização para ingressar na categoria de elite do automobilismo. “Ainda não chegamos lá, mas sentimos que temos um plano fantástico”, disse ele. “Temos a GM e a Cadillac atrás de nós, o que é enorme.”

“Então, acho que temos todos os ingredientes para sermos uma equipe competitiva um dia, e espero que possamos chegar a um acordo com a Fórmula 1 para podermos estar lá. Se chegarmos lá, será ótimo para o esporte”, concluiu Andretti.