F1: Antonelli faz corrida histórica e vence o GP da Itália após largar em 19º

Italiano protagonizou recuperação impressionante diante da torcida em Monza, superou Russell na reta final e venceu após partir de 19º; Verstappen completou o pódio, enquanto Bortoleto teve corrida de recuperação, mas terminou fora dos pontos.

Kimi Antonelli conquistou uma vitória impressionante no GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. Neste domingo (6), o piloto da Mercedes largou apenas da 19ª posição por causa de uma punição relacionada à unidade de potência, atravessou o pelotão, chegou à liderança ainda na primeira metade da prova e superou George Russell na reta final para vencer diante da torcida italiana em Monza. O italiano ainda marcou a melhor volta na última passagem.

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Russell completou a dobradinha da Mercedes na segunda posição, enquanto Max Verstappen terminou em terceiro. Lando Norris passou Oscar Piastri na última volta para ficar em quarto, com o australiano em quinto. Lewis Hamilton foi sexto, seguido por Pierre Gasly, Arvid Lindblad, Franco Colapinto e Yuki Tsunoda, que completaram o top 10.

Gabriel Bortoleto terminou fora da zona de pontuação depois de uma corrida de altos e baixos. O brasileiro largou em décimo, chegou a despencar para 19º na segunda largada após a bandeira vermelha provocada pelo forte acidente de Charles Leclerc, mas iniciou uma recuperação e voltou a se aproximar do top 10. Um Safety Car Virtual apareceu em momento desfavorável para sua estratégia e ajudou a complicar novamente a corrida do piloto da Audi.

Corrida

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O GP da Itália começou sob forte calor em Monza. A temperatura ambiente estava na casa dos 33°C, enquanto o asfalto chegou posteriormente aos 57°C. A chance de chuva era de 0%, e a expectativa estratégica apontava para uma corrida predominantemente de apenas uma parada.

A Pirelli indicava como caminho mais rápido a largada com pneus médios e posterior troca para os duros entre aproximadamente as voltas 24 e 30. Havia, porém, alternativas agressivas com os macios e também a possibilidade de prolongar o primeiro stint para atacar no final.

Pierre Gasly largava da pole-position depois da surpreendente classificação de sábado, tendo George Russell ao lado na primeira fila. A Ferrari ocupava toda a segunda fila diante dos tifosi, com Charles Leclerc em terceiro e Lewis Hamilton em quarto.

Verstappen partia em quinto, seguido por Piastri, Colapinto e Norris. Lindblad era o nono, enquanto Bortoleto completava o top 10.

Antonelli enfrentava uma realidade completamente diferente. Líder do campeonato, o italiano havia recebido uma punição pela troca de componentes da unidade de potência e largava apenas em 19º.

As escolhas de pneus criaram diferentes abordagens. Gasly, Russell, Piastri, Colapinto, Norris, Lindblad, Hülkenberg, Albon e Lawson largaram de médios. Leclerc, Hamilton, Verstappen, Bortoleto, Bearman, Sainz, Ocon, Bottas, Pérez e Stroll escolheram macios. Tsunoda, Antonelli e Alonso começaram com duros.

Confusão entre as Ferrari e recuperação imediata de Antonelli

Quando as luzes se apagaram, Gasly conseguiu defender a liderança, mas o pelotão imediatamente mergulhou em uma sequência de disputas.

As duas Ferrari se tocaram ainda na primeira volta. Hamilton acabou passando pela brita e despencou para a décima posição.

Bortoleto também perdeu terreno inicialmente. O brasileiro foi superado por Bearman e caiu para 11º, mas reagiu ainda na primeira volta e conseguiu passar Hamilton.

Mais atrás, Antonelli iniciou uma recuperação impressionante. O piloto da Mercedes ganhou cinco posições somente na primeira volta, começando rapidamente a apagar o prejuízo de largar praticamente no fundo do grid.

Gasly havia sobrevivido à primeira volta na liderança, mas Russell não demorou para atacar.

Na segunda passagem, o britânico aproveitou a velocidade da Mercedes nas longas retas e superou o francês para assumir a primeira posição.

Leclerc também atacou Gasly, chegou a passar o piloto da Alpine, mas recebeu o troco na freada da Curva 3.

Verstappen também avançou e conseguiu superar Leclerc.

A corrida estava completamente aberta.

Então veio o primeiro momento decisivo do domingo.

Leclerc bate forte na Parabólica

Na terceira volta, Piastri atacou Leclerc por dentro na aproximação da Parabólica.

Não houve contato entre os carros.

Leclerc perdeu sozinho a traseira da Ferrari e foi diretamente contra a barreira de pneus em alta velocidade.

O impacto foi forte.

A direção de prova acionou inicialmente o Safety Car, enquanto Leclerc rapidamente deixou o carro, indicando que estava bem.

O estado da barreira, porém, exigia um reparo considerável. Pouco depois, a direção de prova mostrou a bandeira vermelha.

O acidente lembrou a forte batida sofrida pelo próprio Leclerc naquele trecho durante o GP da Itália de 2020, justamente a corrida que terminou com vitória de Gasly.

A arquibancada reagiu com consternação à eliminação do monegasco. A Ferrari havia começado o domingo com seus dois carros na segunda fila e, em apenas três voltas, já tinha Leclerc fora da corrida.

Os fiscais precisaram retirar a Ferrari e reconstruir a barreira de pneus antes que a prova pudesse ser retomada.

A ordem para a relargada ficou com Russell na frente de Gasly, Verstappen, Colapinto, Piastri, Norris, Lindblad, Hamilton, Bearman e Ocon. Bortoleto era 11º, imediatamente à frente de Antonelli.

Bandeira vermelha muda completamente a estratégia

A interrupção também transformou a corrida do ponto de vista estratégico.

Os pilotos puderam trocar pneus durante a bandeira vermelha e a maioria optou pelos duros.

Verstappen, Hamilton, Bortoleto, Antonelli, Tsunoda e Bottas escolheram médios, enquanto Pérez e Alonso ficaram com macios.

A situação prejudicava especialmente a estratégia original de Antonelli. O italiano havia largado de duros justamente para prolongar seu primeiro stint, mas a interrupção permitiu que os adversários realizassem suas trocas sem o custo normal de um pit stop.

A direção de prova também analisou o incidente da primeira volta entre Leclerc e Hamilton e decidiu que não seria necessária uma nova investigação.

Com a pista novamente liberada, os carros deixaram os boxes atrás do Safety Car. A direção de prova confirmou que a retomada aconteceria com uma largada parada.

Houve ainda uma volta extra de formação depois de Tsunoda não se posicionar corretamente no grid.

Bortoleto despenca para 19º

Quando as luzes se apagaram novamente na sexta volta, Bortoleto teve uma largada muito ruim.

O brasileiro, que ocupava a 11ª posição e estava com pneus médios, perdeu inúmeras colocações nos primeiros metros e despencou para 19º.

Verstappen também largou mal, permitindo que as duas Alpine ganhassem terreno.

Colapinto escapou pouco depois e conseguiu retornar à pista em 15º, imediatamente à frente de Bortoleto.

Gabriel reagiu rapidamente e, na volta 8, conseguiu superar o argentino para assumir a 15ª posição.

Na frente, Verstappen também começou sua recuperação. O holandês passou Gasly e assumiu o segundo lugar.

Antonelli, por sua vez, fazia uma segunda largada completamente diferente da de Bortoleto.

Depois de já ter recuperado várias posições antes da interrupção, o italiano avançou novamente e, na volta 7, já ocupava uma impressionante sexta colocação.

Verstappen passa Russell, mas Antonelli chega aos líderes

A corrida entrou então em uma sequência de ultrapassagens nas primeiras posições.

Hamilton passou Gasly pela terceira colocação. O francês tentou responder por fora na Curva 4, mas o piloto da Ferrari conseguiu defender.

Piastri também superou Gasly, enquanto Antonelli chegou ao pole-position e avançou para quinto.

Bortoleto, enquanto isso, protagonizava uma intensa disputa com Sainz. O brasileiro passou o espanhol, perdeu novamente a posição e voltou a atacar até finalmente consolidar a ultrapassagem.

Na frente, Verstappen já estava no alcance de Russell.

O holandês completou a ultrapassagem e assumiu a liderança, mas Russell permaneceu imediatamente atrás tentando dar o troco.

Antonelli continuava avançando.

O italiano passou Hamilton e assumiu a quarta posição. Depois, alcançou Piastri e também superou a McLaren.

Depois de largar em 19º, Antonelli já estava em terceiro.

Na volta 15, Russell conseguiu colocar o carro por fora de Verstappen e recuperou a liderança.

Mas o holandês imediatamente passou a sofrer pressão do outro carro da Mercedes.

Na volta 16, Antonelli mergulhou por dentro na Curva 4 e completou a ultrapassagem sobre Verstappen. O italiano era segundo.

De 19º para a liderança

Antonelli não demorou para chegar ao companheiro.

Na volta 18, o italiano atacou Russell por fora na freada da Curva 1 e completou a ultrapassagem.

Kimi Antonelli assumia a liderança do GP da Itália depois de largar em 19º.

Russell, Antonelli e Verstappen permaneceram praticamente juntos.

Na volta 20, Russell atacou novamente e passou Antonelli na freada da Curva 1. O italiano respondeu quase imediatamente na Curva 4 e recuperou a liderança.

A batalha interna da Mercedes continuou.

Russell mostrou o carro novamente na volta seguinte, mas Antonelli atrasou a freada e conseguiu defender.

Na volta 22, o italiano voltou a encontrar espaço por fora e sustentou a posição, mas Russell conseguiu completar um novo ataque na Curva 1 na volta seguinte.

Desta vez, Antonelli não conseguiu responder imediatamente.

Com Verstappen novamente se aproximando, a Mercedes começou a administrar a situação. Russell abriu cerca de sete décimos, e a equipe informou que o britânico tentaria puxar Antonelli para que os dois se afastassem da Red Bull. Caso não conseguisse, as posições poderiam ser novamente invertidas.

Bortoleto perto dos pontos

Enquanto os líderes trocavam posições, Bortoleto reconstruía sua corrida.

Depois de cair para 19º na segunda largada, o brasileiro conseguiu recuperar terreno e chegou novamente ao 11º lugar.

Na sequência, Gabriel passou Ocon e depois superou o próprio companheiro Hülkenberg.

Bortoleto começou então a se aproximar de Bearman e voltou a entrar diretamente na disputa pela zona de pontuação.

Era uma recuperação significativa depois do enorme prejuízo da relargada.

Gasly, por outro lado, seguia perdendo posições depois de largar da pole. Na volta 20, o francês já aparecia apenas em sexto e posteriormente também foi superado por Norris.

Safety Car Virtual muda a corrida

A estratégia ganhou um novo elemento na volta 28.

Lance Stroll abandonou com um problema hidráulico e estacionou sua Aston Martin na área de escape entre as Curvas 1 e 2.

A direção de prova acionou o Safety Car Virtual.

O momento foi particularmente ruim para Bortoleto.

O brasileiro havia acabado de passar pela entrada dos boxes quando o VSC foi acionado. Sem a possibilidade de aproveitar imediatamente a neutralização, Gabriel perdeu a oportunidade de realizar sua parada com a redução de tempo que vários adversários encontrariam.

Hülkenberg, Sainz, Ocon e Pérez entraram nos boxes.

Antonelli também aproveitou a neutralização para fazer sua parada. Verstappen veio logo depois.

A bandeira verde retornou na volta 29.

Com a parada feita sob VSC, Antonelli e Verstappen estavam em situação estratégica favorável, enquanto Russell permaneceu na pista.

O britânico não demonstrou satisfação com a decisão da Mercedes e surgiu a dúvida sobre até onde conseguiria levar sua estratégia.

A direção de prova ainda anotou uma possível infração de Russell sob bandeira amarela.

Antonelli volta a avançar

Depois do pit stop, Antonelli iniciou outra recuperação.

O italiano passou Gasly na volta 30 e, na passagem seguinte, superou Norris. Hamilton foi o próximo.

O piloto da Ferrari cometeu um erro na chicane, permitindo que Antonelli se aproximasse rapidamente. O italiano aproveitou e completou a ultrapassagem.

Enquanto isso, Bortoleto voltou a perder a décima posição para Colapinto.

A corrida do brasileiro se transformava em uma sequência de avanços e retrocessos: largou em décimo, caiu para 11º, recuperou terreno, despencou para 19º na segunda largada, voltou ao entorno do top 10 e acabou prejudicado pelo momento em que surgiu o VSC.

Na frente, a questão passava a ser quando, e em quais condições, Antonelli voltaria a encontrar Russell.

Antonelli e Russell decidem a vitória

Nas voltas finais, os dois carros da Mercedes voltaram a se encontrar.

Na volta 49, Antonelli já estava completamente colado em Russell. Os companheiros chegaram lado a lado à primeira chicane.

Russell errou a freada, enquanto Antonelli também exagerou e acabou passando pela brita.

O italiano conseguiu continuar, mas perdeu terreno. A diferença ficou em aproximadamente sete décimos e ele precisaria reconstruir o ataque.

A Mercedes, consciente do risco de perder uma dobradinha em uma disputa interna, pediu para Russell não correr riscos.

Antonelli, porém, voltou rapidamente.

Na volta 50, o italiano chegou novamente ao companheiro e preparou o ataque antes da variante baixa. Desta vez, não houve erro.

Antonelli colocou a Mercedes e passou Russell para assumir definitivamente a liderança.

Nas arquibancadas, a torcida italiana foi à loucura.

Embora grande parte das arquibancadas estivesse tomada pelo vermelho tradicional da Ferrari, o piloto que caminhava para a vitória era justamente o jovem italiano da Mercedes.

Russell não conseguiu mais responder.

Verstappen permanecia em terceiro e também já não tinha condições de entrar na disputa pela vitória.

Norris passa Piastri na última volta

Atrás do trio, Norris e Piastri protagonizaram outra disputa intensa.

Os dois trocaram a quarta posição nas voltas finais e chegaram muito perto de se tocar.

Piastri conseguiu assumir o quarto lugar na volta 49, mas Norris não desistiu.

Na última passagem, o britânico respondeu e recuperou a posição, garantindo o quarto lugar na bandeirada. Piastri terminou em quinto.

Hamilton ficou em sexto, enquanto Gasly, depois de largar da pole-position, terminou apenas em sétimo.

Lindblad foi oitavo, Colapinto terminou em nono e Tsunoda completou a zona de pontuação em décimo.

Antonelli completa vitória histórica em casa

Quando abriu a volta 53, Antonelli já não sofria pressão. O italiano havia começado a tarde somente na 19ª posição.

Ganhou cinco lugares apenas na primeira volta. Sobreviveu à interrupção provocada pelo acidente de Leclerc. Continuou avançando na segunda largada, alcançou os líderes e passou Verstappen e Russell.

Chegou à liderança ainda na primeira metade da corrida, travou uma batalha direta com o companheiro, aproveitou o Safety Car Virtual estrategicamente e precisou novamente recuperar terreno.

No fim, voltou a alcançar Russell. E passou.

Antonelli ainda completou sua atuação marcando a melhor volta da corrida no giro final.

Depois de 53 voltas, veio a bandeira quadriculada. Kimi Antonelli venceu o GP da Itália de 2026.

No rádio, o italiano explodiu de emoção e repetiu: “Meu Deus! Meu Deus!”

Russell terminou em segundo e garantiu a dobradinha da Mercedes. Verstappen completou o pódio em terceiro. Norris ficou em quarto, seguido por Piastri, Hamilton, Gasly, Lindblad, Colapinto e Tsunoda.

Para Bortoleto, o domingo terminou sem pontos depois de uma corrida marcada por constantes recuperações. O brasileiro chegou a cair para 19º, voltou à luta pelo top 10, mas não conseguiu completar a reação dentro da zona de pontuação.

Para Antonelli, foi exatamente o contrário.

O líder do campeonato chegou a Monza obrigado a largar praticamente do fundo do grid por causa de uma punição relacionada à unidade de potência. Pouco menos de duas horas depois, cruzou a linha de chegada na primeira posição diante de sua torcida.

De 19º para primeiro, com ultrapassagem pela vitória a três voltas do fim e melhor volta na última passagem: Kimi Antonelli venceu de maneira extraordinária em casa.

Confira o resultado do GP da Itália 2026:
1) Kimi Antonelli (Mercedes)
2) George Russell (Mercedes)
3) Max Verstappen (Red Bull Racing)
4) Lando Norris (McLaren)
5) Oscar Piastri (McLaren)
6) Lewis Hamilton (Ferrari)
7) Pierre Gasly (Alpine)
8) Arvid Lindblad (Racing Bulls)
9) Franco Colapinto (Alpine)
10) Yuki Tsunoda (Racing Bulls)
11) Gabriel Bortoleto (Audi)
12) Nico Hulkenberg (Audi)
13) Carlos Sainz (Williams)
14) Liam Lawson (Red Bull Racing)
15) Oliver Bearman (Haas F1 Team)
16) Esteban Ocon (Haas F1 Team)
17) Alexander Albon (Williams)
18) Sergio Perez (Cadillac)
19) Valtteri Bottas (Cadillac)
20) Lance Stroll (Aston Martin)
21) Fernando Alonso (Aston Martin)
22) Charles Leclerc (Ferrari)