Francês da Alpine cravou 1:21.786 na última tentativa e superou Russell por 0s060; Bortoleto reagiu após dificuldades nos treinos, mas perdeu vaga no Q3 para Hamilton por apenas um milésimo.
Pierre Gasly conquistou a pole-position para o GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. Em uma classificação extremamente disputada neste sábado (5), em Monza, o piloto da Alpine marcou 1:21.786 em sua última tentativa no Q3 e tirou a primeira posição de George Russell, que vinha sendo o principal nome do fim de semana.
Russell ficou com o segundo lugar depois de liderar boa parte do Q3, enquanto Oscar Piastri terminou em terceiro. Charles Leclerc garantiu a quarta posição, seguido por Lewis Hamilton. Max Verstappen ficou em sexto, com Kimi Antonelli em sétimo, Franco Colapinto em oitavo, Lando Norris em nono e Arvid Lindblad completando o top 10.
Gabriel Bortoleto ficou muito perto de disputar a fase decisiva. Depois de avançar pelo Q1 e superar novamente Nico Hülkenberg, o brasileiro chegou a ocupar uma vaga provisória no Q3. Lewis Hamilton melhorou nos segundos finais e derrubou Bortoleto, que respondeu em sua última tentativa, mas acabou eliminado por apenas 0s001.
A posição de Antonelli no resultado da classificação não representa sua posição de largada no domingo. O líder do campeonato tem uma punição por troca de componentes da unidade de potência e partirá do fundo do grid. Liam Lawson também recebeu uma punição relacionada à unidade de potência e largará no fundo.
Classificação
A definição do grid começou com George Russell apontado como o principal nome para a pole-position. O piloto da Mercedes havia liderado tanto o TL2 na sexta-feira quanto o TL3 realizado poucas horas antes da classificação, quando marcou 1:22.219.
A diferença entre os principais concorrentes, porém, indicava uma sessão muito mais aberta. Hamilton terminou o último treino a 0s226 de Russell, enquanto Verstappen, Antonelli, Norris e Leclerc também ficaram separados por menos de meio segundo.
Monza ainda adicionava outro ingrediente à disputa: o vácuo.
Com suas enormes retas, o circuito italiano oferece ganhos importantes para quem consegue posicionar o carro atrás de um adversário ou companheiro. No TL3, Mercedes, Ferrari e Audi já haviam ensaiado diferentes estratégias. Antonelli ajudou Russell, Hamilton e Leclerc trabalharam em conjunto, enquanto Hülkenberg forneceu vácuo para Bortoleto.
Para o brasileiro, a classificação começava cercada de dúvidas. Bortoleto havia sido oitavo no TL1, caiu para 15º no TL2 e terminou o TL3 apenas em 13º.
O principal problema durante os treinos havia sido extrair desempenho dos pneus macios. No TL3, Gabriel chegou a aparecer em sexto utilizando médios e recebendo vácuo de Hülkenberg, mas não encontrou o mesmo salto de desempenho quando passou ao composto mais rápido.
Q1: Gasly lidera e Bortoleto avança
A luz verde apareceu às 11h, horário de Brasília, iniciando o Q1.
Os pilotos começaram a deixar os boxes e o jogo de vácuo apareceu imediatamente. Lindblad ajudou Tsunoda, Gasly trabalhou à frente de Colapinto e, na Audi, Hülkenberg forneceu vácuo para Bortoleto.
Gabriel aproveitou bem sua primeira tentativa. O brasileiro encaixou uma boa volta e chegou a ficar próximo das duas Ferrari na tabela.
Verstappen foi um dos primeiros favoritos a estabelecer uma referência forte e assumiu a liderança com 1:22.631.
A Mercedes demorou um pouco mais para entrar na pista e adotou estratégias diferentes entre seus dois carros. Antonelli saiu com pneus macios, enquanto Russell iniciou seu trabalho com médios.
Antonelli marcou 1:22.758 e Russell veio logo depois com 1:22.779.
Mas a grande surpresa naquele momento era a Alpine.
Colapinto marcou 1:22.662 e apareceu em terceiro. Pouco depois, Gasly foi ainda melhor e assumiu a liderança com 1:22.612, superando Verstappen.
Leclerc melhorou para 1:22.902, enquanto Verstappen mostrou confiança suficiente em seu tempo para sair do carro sem a intenção de realizar uma nova tentativa.
Nos minutos finais, a situação começou a ficar mais delicada para os pilotos próximos da zona de eliminação.
Lawson marcou 1:22.989 e avançou para décimo, enquanto praticamente todos os demais começaram a se preparar para uma última saída.
Alonso não teve sequer a oportunidade de reagir. O espanhol deixou o carro, tirou as luvas e encerrou antecipadamente sua participação.
Quando o pelotão retornou à pista, o trânsito aumentou drasticamente. Mais uma vez, Hülkenberg se posicionou para fornecer vácuo a Bortoleto.
Norris, que estava apenas em 11º, respondeu sob pressão e marcou 1:22.659, saltando para terceiro. Lindblad também encontrou uma volta forte e chegou a 1:22.727.
Bortoleto conseguiu melhorar e confirmou sua presença no Q2. O brasileiro encerrou a primeira fase em 12º, aproximadamente meio segundo à frente de Hülkenberg.
Gasly terminou o Q1 na primeira posição, seguido por Verstappen, Norris, Colapinto e Lindblad.
Foram eliminados Yuki Tsunoda, Alexander Albon, Valtteri Bottas, Sergio Pérez, Fernando Alonso e Lance Stroll.
Q2: Bortoleto entra na briga pelo Q3
O Q2 começou com a Red Bull imediatamente colocando sua estratégia em prática.
Lawson saiu à frente de Verstappen para fornecer vácuo ao companheiro. Sainz também apareceu próximo da dupla, tentando se posicionar para aproveitar o mesmo efeito.
Verstappen estabeleceu a primeira referência com 1:22.573.
Depois de um pequeno período com a pista praticamente vazia, quase todos os pilotos resolveram sair simultaneamente. O resultado foi uma concentração de carros tentando encontrar espaço para abrir suas voltas sem perder a oportunidade de receber vácuo.
Russell assumiu inicialmente a liderança com 1:22.161.
Gasly respondeu com 1:22.126.
Norris então baixou para 1:22.067, mas a liderança mudou novamente segundos depois, quando Piastri colocou a McLaren na frente com 1:22.017.
Bortoleto completou sua primeira tentativa em 1:22.566 e apareceu em nono naquele momento.
O brasileiro estava, portanto, diretamente na disputa por uma vaga no Q3.
Lindblad marcou 1:22.345 e Colapinto chegou a 1:22.403, enquanto alguns dos principais candidatos enfrentavam uma situação inesperada.
Verstappen chegou a aparecer somente em décimo e Leclerc estava em oitavo. O holandês respondeu em sua tentativa seguinte, marcou 1:22.188 e avançou para quinto.
A três minutos da bandeirada, Hamilton aparecia entre os eliminados.
Bortoleto, por outro lado, estava provisoriamente classificado para o Q3.
Um milésimo separa Bortoleto do Q3
Todos retornaram à pista para a última tentativa.
Lawson aproveitou o vácuo de Verstappen e conseguiu melhorar, mas permaneceu em 13º naquele momento. A eliminação também significava que o piloto não estaria disponível para ajudar Verstappen no Q3.
A direção de prova ainda anotou um incidente entre Piastri e Lawson na Curva 1 por possível impedimento. Posteriormente, os comissários informaram que o episódio seria investigado após a sessão.
Na frente, Antonelli encontrou uma grande volta e assumiu a liderança do Q2. Russell, por outro lado, não conseguiu melhorar.
Mas a batalha mais dramática estava no limite do top 10.
Hamilton precisava melhorar para permanecer na classificação.
O piloto da Ferrari conseguiu encontrar tempo em sua última volta e empurrou Bortoleto para fora da zona de classificação.
Gabriel ainda estava em volta rápida.
O brasileiro respondeu e também melhorou, estabelecendo 1:22.517.
Quando o tempo apareceu, a diferença foi mínima: Bortoleto ficou apenas 0s001 atrás de Hamilton e da última vaga para o Q3.
Assim, o brasileiro terminou a classificação em 11º, à frente de Bearman, Hülkenberg, Lawson, Sainz e Ocon.
A eliminação por um único milésimo encerrou uma classificação de recuperação para Bortoleto. Depois das dificuldades para extrair desempenho dos pneus macios nos treinos, o brasileiro conseguiu fazer o composto funcionar na sessão decisiva, avançou pelo Q1 e novamente superou Hülkenberg.
Antonelli terminou o Q2 na frente, seguido por Piastri, Norris e Gasly. Russell, Verstappen, Lindblad, Colapinto, Leclerc e Hamilton também garantiram presença na fase decisiva.
Foram eliminados Bortoleto, Bearman, Hülkenberg, Lawson, Sainz e Ocon.
Q3: Antonelli trabalha para Russell
Restavam dez pilotos para os 13 minutos decisivos da classificação.
A Mercedes tinha uma situação estratégica peculiar.
Antonelli já carregava uma punição pela troca de componentes da unidade de potência e sabia que largaria do fundo do grid no domingo. Sua posição na classificação tinha, portanto, importância menor para a corrida.
A Mercedes aproveitou a situação para colocá-lo a serviço de Russell.
Quando os carros entraram na pista, diferentes equipes organizaram seus pilotos em pares. Antonelli saiu à frente de Russell, Norris ajudou Piastri e Gasly trabalhou para Colapinto.
Antonelli levou sua função ao limite: forneceu vácuo para Russell e depois abortou sua própria volta.
A estratégia funcionou. Russell marcou 1:21.929 e assumiu a liderança.
Piastri apareceu imediatamente atrás com 1:21.966, apenas 0s037 mais lento.
Gasly continuou mostrando que sua velocidade não era circunstancial e marcou 1:22.001, aparecendo em terceiro.
Leclerc veio praticamente junto, registrando 1:22.004.
Os quatro primeiros estavam separados por menos de um décimo.
Verstappen marcou 1:22.070, enquanto Hamilton teve uma primeira tentativa ruim e apareceu apenas com 1:22.724.
Mesmo na liderança, Russell reclamou do comportamento do carro. O britânico relatou pelo rádio que os pneus dianteiros estavam travando e que a Mercedes apresentava instabilidade em alta velocidade.
Antonelli retornou posteriormente sozinho à pista para finalmente completar uma tentativa própria. O italiano marcou 1:22.093.
Restava apenas o último ataque.
Gasly arranca pole de Russell
A menos de três minutos do fim, os dez pilotos retornaram à pista.
A ordem era Piastri, Norris, Verstappen, Antonelli, Russell, Lindblad, Leclerc, Hamilton, Gasly e Colapinto.
Mais uma vez, o posicionamento e os possíveis vácuos seriam fundamentais.
Piastri perdeu sua oportunidade logo na primeira freada. O australiano cometeu um erro e comprometeu sua volta.
Antonelli também abandonou sua tentativa.
Norris não conseguiu melhorar.
Verstappen igualmente não encontrou o tempo necessário para ameaçar a primeira posição.
Russell, por outro lado, conseguiu baixar sua marca e estabeleceu 1:21.846.
Depois de liderar o TL2 e o TL3, comandar a primeira sequência de voltas do Q3 e ainda melhorar no ataque final, o britânico parecia muito próximo de confirmar a pole-position.
Mas Gasly ainda estava em volta rápida.
O francês completou uma tentativa praticamente perfeita e cruzou a linha em 1:21.786. Pole-position para Pierre Gasly. A diferença para Russell foi de apenas 0s060.
Piastri permaneceu em terceiro com 1:21.966, enquanto Leclerc garantiu o quarto lugar com 1:22.004.
Hamilton reagiu na última tentativa e marcou 1:22.011, avançando para quinto.
Verstappen ficou em sexto, seguido por Antonelli. Colapinto confirmou o forte desempenho da Alpine ao terminar em oitavo, com Norris em nono e Lindblad fechando o top 10.
Gasly, portanto, transformou a velocidade apresentada desde o Q1 em uma surpreendente pole-position no momento decisivo.
Depois de a Mercedes comandar grande parte do fim de semana, o francês encontrou os seis centésimos necessários para superar Russell e colocar a Alpine na posição de honra em Monza.
O GP da Itália será disputado neste domingo (6), com largada às 10h, horário de Brasília, para 53 voltas em Monza.
Resultado da Qualificação do GP da Itália*:
1) Pierre Gasly (Alpine), 1:21.786
2) George Russell (Mercedes), 1:21.846
3) Oscar Piastri (McLaren), 1:21.966
4) Charles Leclerc (Ferrari), 1:22.004
5) Lewis Hamilton (Ferrari), 1:22.011
6) Max Verstappen (Red Bull), 1:22.070
7) Kimi Antonelli (Mercedes), 1:22.093
8) Franco Colapinto (Alpine), 1:22.220
9) Lando Norris (McLaren), 1:22.256
10) Arvid Lindblad (Racing Bulls), 1:22.286
11) Gabriel Bortoleto (Audi), 1:22.517
12) Oliver Bearman (Haas), 1:22.756
13) Nico Hülkenberg (Audi), 1:22.779
14) Liam Lawson (Red Bull), 1:22.821
15) Carlos Sainz Jr. (Williams), 1:23.453
16) Esteban Ocon (Haas), 1:23.454
17) Yuki Tsunoda (Racing Bulls), 1:23.755
18) Alexander Albon (Williams), 1:24.356
19) Valtteri Bottas (Cadillac), 1:24.364
20) Sergio Pérez (Cadillac), 1:24.595
21) Fernando Alonso (Aston Martin), 1:25.150
22) Lance Stroll (Aston Martin), 1:25.222
* ainda sem penalidades de grid aplicadas
