Kimi Antonelli decidiu não adotar o número 1 na próxima temporada da Fórmula 1, mesmo após conquistar o título deste ano no GP do México, após terminar a prova em P3. O italiano vai continuar utilizando o número 12, seguindo uma escolha semelhante à de Lewis Hamilton, que manteve o 44 mesmo depois de conquistar sete títulos na categoria.
A decisão diferencia Antonelli de Max Verstappen e Lando Norris, que optaram por correr com o número 1 após se tornarem campeões. O jovem piloto da Mercedes explicou que a escolha tem um significado pessoal e também representa uma forma de começar novamente, sem deixar que o título altere sua postura.
“Vou ficar com o número 12 porque, obviamente, é um número muito especial para mim, mas também é uma maneira de manter os pés no chão, de continuar humilde. Sinto que manter o número 12 me permite ter um novo ponto de partida, construir tudo novamente e tentar melhorar”, afirmou Antonelli.
O italiano também revelou que a superstição pesou na decisão. Segundo ele, o número 1 não costuma trazer boas experiências quando utilizado: “Para ser sincero, sou muito supersticioso, e o número 1 nunca foi um bom número para mim. Sempre que o usei, as coisas deram extremamente errado. Então, esse é mais um motivo para continuar com o número 12”, disse ele.

A conquista de Antonelli foi destacada por Verstappen, que venceu a corrida mexicana, à frente de Hamilton, que ficou com o P2. O tetracampeão elogiou a consistência do jovem italiano e a capacidade de superar seu experiente companheiro de equipe, George Russell.
“Conquistar isso em seu segundo ano na Fórmula 1 é sempre muito impressionante. Pela idade que tem, ser tão consistente, não cometer grandes erros e também superar seu companheiro de equipe experiente, ele teve um desempenho incrível”, declarou Verstappen. O holandês ainda afirmou ter orgulho da maneira como Antonelli conduziu a temporada e considerou que ele mereceu o título.
Hamilton também celebrou o momento ao dividir o pódio com o novo campeão: “Foi lindo estar ali com esses dois e ao lado de Kimi em seu primeiro Campeonato Mundial. Acho que foi um momento muito especial, um dos mais especiais de que me lembro aqui”, concluiu o heptacampeão.
