F1: Agência iraniana inclui hotéis usados por equipes da categoria em lista de alvos

Hotéis utilizados por equipes da Fórmula 1 e da MotoGP durante as etapas no Oriente Médio, foram incluídos em uma lista de possíveis alvos de retaliação divulgada pela agência de notícias iraniana Fars. A publicação aumenta a preocupação com a segurança dos eventos previstos para o Catar e Abu Dhabi, que seguem no calendário apesar da grande tensão na região.

Intitulada ‘Zero Hour’, a lista reúne dezenas de locais no Oriente Médio que poderiam ser atingidos caso Estados Unidos e Israel realizem novos ataques contra o Irã. Entre os endereços mencionados estão hotéis no Catar e nos Emirados Árabes Unidos utilizados por equipes das duas categorias durante os finais de semana de corrida.

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A situação coloca em evidência a segurança de pilotos da F1 e da MotoGP, integrantes das equipes, jornalistas e torcedores. A MotoGP tem etapa marcada no Catar neste próximo fim de semana, enquanto a Fórmula 1 deve disputar as corridas no país e em Abu Dhabi no encerramento da atual temporada.

O cenário também já provocou uma decisão na MotoGP. A Yamaha anunciou que não irá ao Catar para a prova deste final de semana, embora o evento continue programado. A grande maioria dos pilotos da categoria também não deseja comparecer.

Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing RB21 leads at the start of the race.
Foto: XPB Images

Na Fórmula 1, a organização mantém os planos para as duas etapas, mas a decisão ainda está sujeita a uma nova avaliação. Na semana passada, foi informado que a Formula One Management (FOM), faria uma análise após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, cuja votação ocorre nesta terça-feira (03).

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Max Verstappen também demonstrou cautela diante da possibilidade de viajar para a região. Após o GP do México, o holandês afirmou que a decisão depende das garantias de segurança e da evolução do cenário nas próximas semanas.

“É claro que depende principalmente do tipo de garantias que podem nos oferecer e do que acontecerá nas próximas semanas. Eu poderia dizer agora: ‘Sim, ficaria feliz em ir para lá’, mas não sabemos se isso ainda será válido na próxima semana, já que a situação na região continua instável”, declarou o tetracampeão.

A nova ameaça acrescenta pressão sobre a decisão da FOM, que precisa avaliar se as condições permitirão a realização das etapas do Catar e de Abu Dhabi da Fórmula 1 com segurança, algo que não parece muito provável no momento.