Apesar de sofrer dois acidentes durante a qualificação na sexta-feira, a Mercedes ainda conseguiu garantir uma boa quantidade de pontos no GP da Áustria, um feito que impressionou o ex-piloto de F1 e atual comentarista, Martin Brundle.
Brundle elogiou a qualidade da Mercedes, depois que eles conseguiram se recuperar no final de semana na Áustria.
Apesar de mostrar bom ritmo nos estágios iniciais da qualificação de sexta-feira, as coisas começaram a desandar para a equipe quando Lewis Hamilton bateu no Q3, trazendo a bandeira vermelha no processo.
Pouco depois da ação recomeçar, George Russell também sofreu um acidente semelhante, o que significa que a equipe teve que reparar os dois carros a tempo para a corrida de qualificação (sprint) de sábado.
Eles conseguiram fazer isso, mas ainda tiveram alguns dramas na corrida Sprint, bem como no GP no domingo.
“A Mercedes teve um fim de semana infernal em muitos aspectos”, escreveu Brundle em sua coluna para a Sky Sports.
“Mesmo com os dois carros batendo na qualificação, tal é a qualidade da equipe, que eles ainda terminaram em terceiro e quarto no domingo, e são um terceiro lugar notavelmente forte no campeonato de construtores.”
A equipe tem atualmente tem 237 pontos, dando-lhes uma vantagem de 156 pontos sobre o adversário mais próximo, a McLaren, em quarto lugar.
Outro problema para a Mercedes no final de semana, foi Russell sendo punido com uma penalidade de cinco segundos, depois de ser considerado culpado por uma colisão na primeira volta com Sergio Perez no domingo.
Russell chamou a punição de ‘dura’, e Brundle concorda com essa avaliação. “Achei que a penalidade de Russell pelo contato com Sergio Perez na primeira volta, foi dura”, disse o ex-piloto de F1.
“No início da corrida, carregado de combustível e com os pneus dianteiros não totalmente na temperatura certa, você sempre sairá de frente na curva 4, e contornando pelo lado de fora é uma estratégia de alto risco, especialmente devido ao aperto cada vez maior na saída da curva.”
“Achei que George fez o possível para subir na zebra interna e dar espaço, e havia mais espaço do lado de fora para Sergio. Por outro lado, é um argumento razoável dizer que o piloto de dentro sempre pode acelerar ou até mesmo frear. Mas eles não o fazem”, concluiu.
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