A vitória em Ímola pode ter sido de Max Verstappen, mas o vencedor moral pode ser considerado Lewis Hamilton. De fato, o britânico pareceu levar um grande golpe com seu erro, mas foi salvo pela bandeira vermelha.
Em sua busca por Verstappen, Hamilton cometeu um erro raro. O britânico escorregou na pista e foi para a caixa de brita, tocando na barreira de proteção. Com sua asa dianteira danificada e uma volta atrás, sua corrida parecia terminada, mas Hamilton teve sorte. Uma bandeira vermelha foi acionada devido ao acidente envolvendo George Russell e Valtteri Bottas, trazendo o grid junto novamente e devolvendo a Lewis seu déficit de volta.
“Lewis teve sorte com a bandeira vermelha para limpar a bagunça de Bottas e Russell, e teve seus danos no carro reparados, colocando pneus novos (como todos os outros), e recuperando a volta atrasada (junto com os outros pilotos também ‘atrasados’), alinhando no final do grid. As regras permitem que isso seja feito, para que na relargada eles não estejam na mistura com os líderes, podendo atrapalhar nos estágios finais da corrida”, explicou Martin Brundle em sua coluna para a Sky Sports. De acordo com Brundle, não há necessidade de começar a trabalhar em teorias da conspiração ainda.
“Essa regra pode parecer injusta em alguns aspectos, mas vimos a regra realmente energizar as corridas e trazer os pilotos de volta ao jogo. Lewis não desperdiçou a oportunidade e conseguiu chegar ao segundo lugar e fazer a volta mais rápida da corrida. Quando o entrevistei após a corrida, ficou claro que o erro ao passar Russell pesou muito em sua mente”, concluiu o ex-piloto de F1.
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