Kimi Antonelli é coroado o mais novo campeão da Fórmula 1. Neste domingo (1º) de GP do México, cruzou a linha de chegada na terceira colocação, resultado esse suficiente para colocar as mãos na taça com quatro etapas de antecedência.
O italiano desembarcou no Autódromo Hermanos Rodríguez com uma situação para lá de favorável ao seu lado. Com 123 pontos de vantagem em cima de George Russell e 124 em cima de Lewis Hamilton, precisava de apenas mais dois de diferença para conquistar o campeonato da F1.
Portanto, a situação era simples: poderia chegar na nona colocação e não precisar depender de seus adversários para levantar o caneco. Um décimo lugar não poderia ter vitória de George Russell e um 11º ou pior não poderia ter triunfo de Lewis Hamilton.
Foto: XPB Images
E o heptacampeão da Ferrari bem que tentou barrar a comemoração antecipada de Antonelli, conseguindo a pole-position para a corrida – a primeira desde 2023 -, e Russell largando em segundo. Entretanto, nada foi capaz de parar o ímpeto do piloto de apenas 20 anos, que em seu segundo ano de Fórmula 1 já conseguiu seu primeiro título mundial.

O título de Antonelli só provou como a aposta de Toto Wolff ainda em 2024 se mostrou certeiro. Com pouca idade e inexperiência, muitos apontaram que poderia ser arriscado subi-lo para ocupar a importante vaga deixada por Hamilton dentro da equipe. E se o primeiro ano foi de adaptação, o segundo foi de conquistas.
Desde o início do ano, Kimi mostrou que pouca idade nada significava. Se seu companheiro George começou como o favorito a levar o título da Fórmula 1 em 2026, logo na segunda etapa já tratou de mostrar que a história seria bastante diferente no desenrolar do campeonato. Após vencer a primeira na China, abriu a porteira e quase não saiu mais do degrau mais alto do pódio nas dez corridas seguintes – seis vitórias, sendo cinco consecutivas.
Nem mesmo a sequência de zero, terceiro lugar e zero entre Barcelona e Inglaterra foram capazes de desanimar o jovem competidor. Em um campeonato marcado especialmente com consistência, foi acumulando ‘gordura’ ao longo do calendário para chegar na reta final apenas administrando a vantagem, correndo quase que com o ‘regulamento debaixo do braço’.
E o GP do México vem com a coroação de um ano que se mostrou sem grandes altos e baixos, sem grandes tropeços, sem grandes problemas – esses últimos, ficaram a maioria com Russell. E agora Antonelli já pode gritar: é campeão mundial.
