Alonso é movido pela paixão e pela vontade de sucesso na F1, diz De La Rosa

O ex-piloto de F1, Pedro De la Rosa, afirmou que Fernando Alonso se recusa a ver a Fórmula 1 como um trabalho, e em vez disso, está 100% comprometido com sua paixão.

De la Rosa, correu pela McLaren, Arrows, Jaguar, Sauber e HRT, durante sua carreira na F1, e acredita que a obsessão de seu compatriota pelo automobilismo, garantirá que seu retorno seja um sucesso.

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“Fernando pensa em automobilismo 24 horas por dia”, disse De la Rosa ao podcast F1 Nation. “Todo mundo diz o mesmo de um campeão, de um piloto, mas na verdade, quando você fala sobre Fernando, você está falando sério.”

“Eu estive com ele quando ele não estava correndo na Fórmula 1 ou no WEC (Campeonato Mundial de Endurance), e ele falava: ‘Devemos fazer uma corrida de Kart juntos novamente’. Ele está sempre pensando: ‘Com o que posso correr neste fim de semana?’.”

“Isto é bastante único. Já estive com muitos outros pilotos, e eu mesmo, no fim de semana que tinha folga, queria fazer outras coisas. Eu queria estar em casa, queria ver meus filhos, queria andar de bicicleta.”

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“Mas para ele, não é seu trabalho, é sua paixão. Ele é um homem apaixonado e acho que essa é sua maior força. Ele não tem nenhuma outra distração em sua vida. Ele é um homem comprometido, 100% com automobilismo.”

Várias pessoas ficaram espantadas quando o retorno de Alonso para a F1 foi anunciado, com a idade do bicampeão questionada após seus dois fora da categoria.

De la Rosa rejeitou sugestões de que o piloto de 39 anos terá dificuldades por causa disso.

“Vê-lo, na idade dele, voltar, estar com tanta fome e vontade é realmente fantástico”, acrescentou.

“Pessoalmente, fico um pouco decepcionado que todos estejam perguntando sobre sua idade e se ele é rápido o suficiente agora que está perto dos 40. Mas eu sempre ouvi esse tipo de piada que os jovens pilotos faziam sobre mim.”

“Faz parte do jogo, sabe? Quando você vê uma fraqueza potencial em um concorrente, você sempre tenta pressionar.”

De la Rosa continuou: “O que realmente importa é o quão faminto você está por dentro e quão confiante você se sente por dentro, você perdeu a velocidade?”

“É um pouco injusto dizer que ele está aposentado da F1 há dois anos. Nesse tempo, ele correu no WEC, no Dakar, na Indy 500, sempre corre de Kart, sempre esteve em contato com o automobilismo, não é como se ele estivesse fora do esporte”, completou.

 

 

 

 

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