As sessões de treinos livres na Fórmula 1 agora são de ‘alta pressão’ com pouco espaço de manobra, de acordo com a Mercedes, devido ao seu tempo encurtado.
O tempo das sessões de sexta-feira foi diminuído em trinta minutos cada, tirando uma hora de treinos do final de semana de GP.
As mudanças vêm depois que a Fórmula 1 testou um formato de dois dias em Ímola no ano passado, com apenas uma sessão de treinos livres com 90 minutos, depois que as atividades de sexta-feira foram canceladas devido ao nevoeiro em Nurburgring.
“Todas as equipes tiveram que fazer mudanças porque passar de uma hora e meia a uma hora para essas sessões faz uma grande diferença”, disse o chefe técnico da Mercedes, James Allison.
“No ano passado, tínhamos o luxo no início das sessões, de esperar alguns minutos, talvez 10 minutos às vezes, para deixar outras equipes limparem a pista e colocá-la em um estado em que pudéssemos começar a trabalhar em nosso programa. Esse luxo se foi com essa mudança.”
“Você precisa iniciar quando a sessão começa, e depois continuar com os treinos porque sem essa meia hora, significa que você realmente precisa manter o carro na pista o máximo possível.”
“O tempo entre as idas para a pista fica bastante comprimido. Achamos no Bahrein que tínhamos algo como seis ou sete minutos para fazer as mudanças entre as saídas, o que coloca uma grande limitação no tipo de coisas que você pode pensar em fazer na sessão.”
“Não há realmente tempo para freestyling ou mudança de direção na sessão em si. Você tem que ter um plano pré-programado, tem que cumpri-lo e executá-lo de forma limpa.”
“É uma pressão muito alta, mas também é muito emocionante e acho que provavelmente é um produto melhor para os fãs, porque a ação na pista está sempre acontecendo”, acrescentou.
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